Cultura e Entretenimento

Agroglifos - Obras de Aliens ou brincadeiras de fanfarrões

Os Círculos de plantações são aquelas formas estranhas, geralmente circulares, que às vezes são encontradas em alguns campos de grãos pela manhã.

Como você sabe, eles surgem de uma hora para outra e muita gente jura de pés juntos que são obras de seres alienígenas que vêm ao nosso planeta em visitas periódicas — e mostrariam os locais utilizados pelos extraterrestres como campo de pouso de suas naves.

Os círculos nas plantações são conhecidos como formatos estranhos, geralmente circulares, que às vezes são encontrados em campos de grãos pela manhã. Até recentemente, a origem desses “agroglifos” era um mistério, e suas formas cada vez mais complexas desafiavam todas as hipóteses científicas convencionais.

Embora os relatos de testemunhas oculares possam ser rastreados até o século 14, foi somente a partir do início dos anos 1980 que os círculos nas plantações começaram a atrair a atenção do público. Quando esse fenômeno foi notado e descrito pela primeira vez, essas formações surpreendentes nos campos de trigo tomaram a forma de círculos simples e modestos com apenas alguns metros de diâmetro.

Nasce um fenômeno

Relatos históricos apontam que os enigmáticos círculos aparecem por aí não é de hoje, tanto que um dos primeiros incidentes documentados ocorreu na Inglaterra em 1678 e acabou sendo atribuído a uma criatura lendária chamada “Demônio Ceifador”. Já a ligação entre as intrigantes formações e os viajantes intergalácticos só foi acontecer séculos mais tarde, em 1966, quando um desses círculos foi descoberto em uma fazenda na Austrália.

Misterioso desenho gigante em plantação na França atrai visitantes

Os círculos nas plantações, também chamados de agroglifos, são formações de tamanho considerável criadas por meio do achatamento de uma cultura, como cereais, colza, cana e capim. Estas marcas em plantações normalmente são complexas e nem sempre apresentam forma circular. Apesar de muitos estudiosos alegarem causas naturais misteriosas ou origem alienígena como explicação para o fenômeno, o consenso científico é de que quase todos os casos são feitos pelo homem, com poucas exceções possivelmente formadas por fenômenos naturais ou meteorológicos.

Os círculos no Reino Unido, país onde é registrada a maioria dos casos, não estão distribuídos aleatoriamente por toda a paisagem e aparecem perto das estradas, em áreas de densidade populacional média ou alta, próximos a monumentos do patrimônio cultural, tais como Stonehenge ou Avebury, e sempre em áreas de fácil acesso. Vestígios arqueológicos podem causar marcas em campos com formas de círculos e quadrados, mas eles não aparecem durante a noite e estão sempre nos mesmos lugares todos os anos.

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Em meados dos anos 70, os círculos começaram a pipocar pelo interior da Inglaterra, no início mostrando padrões bem simples. Os desenhos foram aumentando em complexidade gradativamente ao longo dos anos e, nos anos 90, eles se transformaram em um verdadeiro fenômeno, com mais de 500 incidentes registrados e atribuídos aos extraterrestres!

Desenhos produzidos para a competição de círculos de plantação de 1992

Confissão

Em 1991, dois homens, Doug Bower e Dave Chorley, confessaram ter criado os primeiros círculos. No mesmo ano, o físico britânico Martin Hempstead produziu alguns círculos que foram declarados legítimos pelos mesmos “especialistas” da origem extraterrestre tão avidamente ouvidos pelos jornalistas da “silly season”.

Em 1992, foi realizado, também na Inglaterra, o Primeiro e Último Concurso Internacional de Criação de Círculos de Plantação, que pagou um prêmio de 3 mil libras (algo perto de 10 mil reais) para os vencedores, um trio de engenheiros que criou um padrão complexo de hieróglifos “alienígenas” em apenas uma noite de trabalho.

Esses ganhadores usaram um cano de PVC para achatar as plantas, além de um par de escadas de alumínio e uma tábua para criar pontes temporárias que lhes permitiam andar pelo campo cultivado sem deixar rastros muito evidentes. Na mesma época, um grupo de artistas, chamado Circlemakers, começou a espalhar círculos em plantações pelo mundo – esse coletivo ainda está em atividade e tem um site bem interessante, aliás. É só buscar no Google.

Formação em Diessenhofen, Suíça

A partir dos anos 2000, o número e a complexidade das formações em plantações aumentaram, alguns com até duas mil diferentes formas e que incorporam algumas características matemáticas e científicas complexas.

Um pesquisador descobriu que os círculos nas plantações no Reino Unido não estão distribuídos aleatoriamente por toda a paisagem. Eles aparecem perto das estradas, em áreas de densidade populacional média ou alta, próximas a monumentos do patrimônio cultural, tais como Stonehenge ou Avebury. E sempre aparecem em áreas que são de fácil acesso. Isto sugere fortemente que os círculos são mais propensos a serem causados pela ação humana intencional do que por qualquer atividade paranormal.

No Brasil, há relatos de agroglifos em plantações de trigo do sul do país desde 2008, especialmente no interior de Santa Catarina. No município de Ipuaçu, relatos sempre ocorrem entre o final do mês de outubro e o início do mês de novembro. Em Prudentópolis, Paraná, houve apenas um relato em outubro de 2015.

Um circulo na plantação com uma suástica é relatado em Wiltshire

A suástica, um símbolo milenar, utilizado por culturas milenares, como Roma e Índia, está presente na humanidade há aproximadamente 11.000 anos , o que a torna um dos símbolos mais antigos e carregada de grande energia.

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Implicações legais

Em 1992, os jovens húngaros Gábor Takács e Róbert Dallos, ambos então com 17 anos, foram as primeiras pessoas a enfrentar uma ação legal por conta da criação de um círculo em uma plantação. Takács e Dallos, alunos de uma escola secundária na Hungria especializado em agricultura, criaram um agrolifo de 36 metros de diâmetro em um campo de trigo perto de Székesfehérvár, 69 km a sudoeste de Budapeste, em 8 de junho de 1992. Em 3 de setembro, a dupla apareceu na TV húngara e expôs que o círculo era uma brincadeira, mostrando fotos do campo antes e depois da formação ter sido feita. Como resultado, a Aranykalász Co., a dona da propriedade, processou os jovens em cerca de 3 mil dólares por danos. O juiz determinou que os alunos eram responsáveis apenas pelos danos causados no próprio círculo, o que fez o valor cair para 30 dólares. O juiz argumentou que 99% dos danos às plantações foram causados pelos milhares de visitantes que afluíram para Székesfehérvár após o agrolifo aparecer na mídia.

Em 2000, Matthew Williams se tornou o primeiro homem no Reino Unido a ser preso por causar danos depois de fazer um agrolifo perto de Devizes, Wiltshire. Em novembro de 2000, ele foi multado em £100 e mais £40 em custos.