Cultura e Entretenimento

A lenda do continente de Lemúria ou Mu

Mais misterioso que Atlantida, nos leva a tempos bem mais remotos

De acordo com a lenda, a Lemúria foi um continente que já existiu no Oceano Índico, prosperando ao sul do atual Sri Lanka. No entanto, a compreensão moderna das placas tectônicas mostra que a Lemúria, como é tipicamente descrita, nunca poderia ter existido.

Certamente você já deve ter ouvido falar sobre a lendária Ilha de Atlântida. Mas, você sabia que existe outro lendário continente chamado de Lemúria? A Lemúria é uma terra perdida considerada o primeiro continente do Pacífico. Desse modo, muitas culturas acreditam que o lugar é um paraíso exótico ou uma mística dimensão da magia. Ademais, os habitantes de Lemúria são chamados de lemurianos.

Alvo de elaborações, hipóteses e teorias da conspiração desde a metade do século XIX, o continente perdido de Lemúria é um dos grandes mistérios guardados pelo oceano Índico.

Para esclarecer, tudo começou em 1864, quando o zoólogo Philip Sclater publicou um artigo sobre uma classificação de espécies chamadas lêmures, no qual ficou intrigado com a presença de seus fósseis em Madagascar e na Índia, mas não na África ou no Oriente Médio.

Churhward disse que as descrições contidas em seus livros foram tomadas de transcrições de cartas antigas, que foram encontradas em duas tábuas terrestres mostradas pelo sumo sacerdote na Índia (enquanto ele servia como militar lá), e também de 2.500 tábuas de pedra inscritas em ruínas maias no México coletadas por William Niven.

Das 2.500 tábuas de pedra, Churchward concluiu que na Terra de Mu ou Le-MU-ria havia uma alta civilização da nação "Naacal" que se desenvolveu de 50.000 a 12.000 anos atrás (48.000 AC a 10.000 AC), que foi destruída devido a desastres naturais.

Quando esse grande desastre ocorreu, a população de Mu atingiu 64 milhões de pessoas, deixando muitas grandes cidades e colônias em vários lugares do mundo.

Levantou-se a hipótese de que Madagascar e a Índia já haviam feito parte de um continente maior, o que foi a primeira teoria que levou à descoberta do antigo supercontinente Pangeia. Após essa descoberta científica, o conceito de Lemúria começou a aparecer nas obras de outros estudiosos.

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Segundo a mitologia, a história de Lemúria remonta a 4.500.000 a.C., quando a civilização dos lemurianos governava a Terra. Dessa forma, o continente da Lemúria estava localizado no Oceano Pacífico e se estendia do oeste dos Estados Unidos e Canadá até o Oceano Índico e Madagascar.

Na época, Atlântida e Lemúria eram as duas civilizações mais evoluídas da terra, quando surgiu um impasse a respeito do desenvolvimento e evolução de outras civilizações. De um lado, os lemurianos acreditavam que as outras culturas menos evoluídas deveriam seguir com sua própria evolução em seu próprio ritmo, de acordo com seus entendimentos e caminhos.

Para a tristeza de Haeckel e Sclater, no entanto, os cientistas modernos não quiseram nada com o nome de Lemúria e chamaram o continente perdido de Mauritia, em homenagem às ilhas que agora estão ali.

Por milhares de anos, os Polinésios têm transmitido, de geração a geração, a história de uma civilização do Pacífico que foi a terra natal do gênero humano.

O nome Mu, de certo modo, parece ser uma contração pouco interessante de um nome mais exótico. Por outro lado, a palavra Lemúria nos traz a imagem de uma terra no princípio dos tempos, uma terra esquecida em nossas histórias mas não em nossos sonhos. O nome Lemúria resultou de uma polêmica do século dezenove sobre a Origem das Espécies de Darwin. Os defensores de Darwin tiveram dificuldades para explicar como certas espécies se distribuíram ao longo de extensas áreas. Em particular, os zoólogos tiveram dificuldades para explicar a distribuição dos lêmures. O lêmure é uma pequena forma primitiva de primata encontrado na África, Madagascar, Índia e no arquipélago Índico Oriental.

Alguns zoólogos sugeriram a existência de uma massa de terra no Oceano Índico, entre Madagascar e a Índia, há milhões de anos atrás. Um zoólogo inglês, Phillip L. Schlater, propôs o nome Lemúria (LEMURia) para a antiga terra dos LÊMURES no Oceano Índico. Earnst Heinrich Haeckel (1834-1919), um naturalista Alemão e seguidor de Darwin, utilizou a Lemúria para explicar a ausência de restos de fósseis do homem primitivo: se o homem teve origem em um continente submerso no Oceano Índico, todos os fósseis do elo perdido estariam agora dentro do mar. Para citar Haeckel: “Schlater deu a este continente o nome de Lemúria, devido aos semi-macacos que eram característicos dele.”

Sob as águas das Ilhas Maurício, no Oceano Índico, se escondem fragmentos de um continente que desapareceu há 200 milhões de anos. É o que afirma uma equipe de pesquisadores da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista Nature Communication, os fragmentos se desprenderam do supercontinente Gondwana, quando este se desintegrou para formar África, Índia, Austrália, América do Sul e Antártida.

A descoberta foi feita a partir de um mineral chamado zircão, de 3 bilhões de anos, encontrado na superfície da ilha Maurício, a maior do país, localizado no sul do Oceano Índico, à leste de Madagascar. A revelação surpreendeu os geólogos, já que Maurício é uma ilha vulcânica jovem, que não tem mais de 9 milhões de anos.

Se Lemúria/Mauritia era o paraíso dos lêmures descrito alguns séculos antes, não se sabe. Outra coisa que os cientistas não conseguiram comprovar foi a lenda dos lemurianos: seres fabulosos hermafroditas com quatro braços que seriam, de acordo com a crença popular, os ancestrais dos humanos que habitavam Lemúria.

E, assim, a lenda de mais um continente perdido permanece instigando a curiosidade humana, dessa vez com certo respaldo científico.

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Uma das características das relíquias Mu ou Naacal é o símbolo (Deus) do Sol e do Homem Pássaro esculpido em vários artefatos, como relíquias megalíticas em muitos lugares do mundo, incluindo grandes estátuas de pedra (Moai) na Ilha de Páscoa, na Polinésia.

Ao contrário da opinião de Augustus Le Plongeon, Churhward acreditava que a grande terra que afundou dos ancestrais dos maias (e também outras nações, incluindo Egito e Grécia) estava no meio do Oceano Pacífico, não no Oceano Atlântico.