
O navio fantasma Mary Celeste
Considerado um dos maiores mistérios marítimos de todos os tempos
O navio mercante de dois mastros Mary Celeste zarpou de Nova York em 7 de novembro de 1872, com destino a Gênova, Itália. Seus 10 passageiros não estavam a bordo quando foi encontrado flutuando no meio do Estreito de Gibraltar quatro semanas depois. Não havia sinais de luta e toda a carga ainda estava a bordo. Seu único barco salva-vidas estava faltando.
As especulações dos últimos 140 anos sobre o motivo do abandono do navio incluem teorias envolvendo piratas, um motim de tripulantes e até monstros do mar. Um documentário intitulado "A verdadeira história de Maria Celeste", lançado em 2007, descartou essas possibilidades, mas não chegou a uma explicação conclusiva.

Foi em 5 de dezembro de 1832 em Açores —um arquipélago português localizado no centro do Oceano Atlântico —, que membros da tribulação Brigada Dei Gratia avistaram um navio à deriva. O capitão da embarcação, David Morehouse, havia encontrado o chamado de Mary Celeste, que havia saído de Nova York e já deveria ter chegado ao seu destino, a Gênova, na Itália. Mas não chegou.
Á DERIVA E SEM TRIPULAÇÃO |
Embora Morehouse tenha enviado uma embarcação para verificar a situação do navio, foi relatado algo misterioso: os pertences dos tripulantes ainda estavam em seus aposentos. Além disso, a carga de 1.701 barris de álcool industrial estava praticamente intacta.
Havia um suprimento de comida e água por seis meses, mas ninguém para consumi-lo. O único bote salva-vidas do navio estava ausente e uma de suas duas bombas fora desmontada. Um metro e meio de água afundava no fundo do navio. Tudo muito único para ser normal.
Diante desses motivos, teorias foram criadas visando constituir uma narrativa para o fim de Mary Celeste. De motins a piratas, monstros marinhos a bicas assassinas, tudo era válido para engendrar uma explanação. Segundo Anne MacGregor, documentarista que iniciou a investigação, escreveu, dirigiu e produziu A Verdadeira História de Mary Celeste: “A ideia sugere mistérios, mas você sempre deve revisitar essas coisas usando o conhecimento que vem à tona".

Diante desses motivos, teorias foram criadas visando constituir uma narrativa para o fim de Mary Celeste. De motins a piratas, monstros marinhos a bicas assassinas, tudo era válido para engendrar uma explanação. Segundo Anne MacGregor, documentarista que iniciou a investigação, escreveu, dirigiu e produziu A Verdadeira História de Mary Celeste: “A ideia sugere mistérios, mas você sempre deve revisitar essas coisas usando o conhecimento que vem à tona".
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Pensando nisso, o que sabemos sobre o navio começa na sua viagem de 7 de novembro de 1872, onde navegava com sete tripulantes, o capitão Benjamin Spooner Briggs, sua esposa Sarah e a filha de 2 anos do casal, Sophia.

A brigantina de 282 toneladas lutou contra o clima pesado por duas semanas para chegar aos Açores, onde a última entrada do diário de bordo foi registrada às 5 horas da manhã de 25 de novembro. Nada foi declarado após esse evento.
E é nesse hiato que os tripulantes da Dei Gratia apareceram. Depois de dez dias, eles rebocaram o navio por cerca de 800 milhas para Gibraltar, local onde um tribunal britânico convocaria uma audiência de salvamento, que determinaria se os descobridores teriam direito a ficar com o encontrado.
Contudo, o procurador-geral encarregado do inquérito, Frederick Solly-Flood, suspeitou de alguns danos e uma possível trapaça. Passados três meses, o conselho não encontrou evidências de jogo sujo. Eventualmente, eles receberam um pagamento, mas apenas um sexto dos US $ 46.000 pelos quais o navio e sua carga valiam, demonstrando que as autoridades não estavam totalmente convencidas da inocência da tripulação de Dei Gratia.

A pergunta do porque da tripulação do Mary Celeste ter desaparecido alimenta muitas especulações até hoje. As teorias variam de causas naturais (vapores de álcool, maremotos, tromba d'água) a ações humanas (ataque de piratas, motim) passando até por eventos sobrenaturais (envolvimento extraterrestre, monstros marinhos).
No dia 7 de novembro de 1872, sob as ordenens de do capitão Benjamin Briggs, uma carga de barris de álcool, despachada pela Meissner Ackermann & Coin, foi carregada no navio, zarpando da Ilha de Staten, Nova York, com destino a à Gênova, na Itália. Além dos sete tripulantes, o navio também levava mais duas passageiras, a mulher e a filha do capitão, de dois anos. Briggs havia passado a maior parte da sua vida no mar, tendo capitaneado pelo menos cinco navios, e sendo dono de muitos outros. A tripulação dessa viagem incluía um dinamarquês e mais quatro alemães, todos eles fluentes em inglês, com registros exemplares comprovando suas habilidades. O imediato e o cozinheiro eram americanos. Antes de partir, o capitão Briggs teve com encontro com David Morehouse, capitão do navio canadense Dei Gratia, que faria o mesmo percurso que o Mary Celeste alguns dias mais tarde, passando pelo Estreito de Gibraltar em direção ao Mediterrâneo.
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Dias mais tarde, os tripulantes do Dei Gratia avistaram um navio aparentemente à deriva. Ao se aproximaram, notaram que o navio era o Mary Celeste. O capitão Morehouse, intrigado com o fato do Mary ainda estar por ali, resolveu apenas observar o navio por horas. Os tripulantes chegaram à conclusão que o navio realmente estava à deriva, já que havia assegurado não haver pessoas nem no deque e nem no leme. O Mary Celeste ainda estava com a vela levantada, ainda navegando de forma irregular, e dirigindo-se lentamente em direção ao Estreito de Gibraltar, mas não apresentava nenhum sinal de socorro.

Tripulantes do Dei Gratia abordaram o Mary Celeste, descobrindo que o navio se encontrava completamente vazio, e que estava cheio de água, com apenas uma das bombas funcionando, e duas terem sido, aparentemente, desmontadas. Mesmo assim o navio não estava afundando. Muito pelo contrário, ele ainda se encontrava com plenas condições de navegabilidade. Os pertences dos tripulantes ainda se encontravam nos alojamentos e a carga de 1.701 barris estava quase intacta, menos nove barris que estavam vazios. Quase toda a documentação referente ao navio e à viagem haviam desaparecido, restando apenas o diário de bordo. O relógio não funcionava e a bússola havia sido destruída, o sextante tinha desaparecido. O único bote salva-vidas do navio também tinha sumido. Uma corda, talvez a adriça principal, foi encontrada amarrada ao navio muito fortemente e na outra extremidade, muito desgastada, flutuava na água, fora do navio.
Ele já estava no mar por mais de um mês, e ainda tinha suprimentos para mais seis meses. O compartimento de cargas estava praticamente intocado, e os pertences da tripulação também estavam no navio, incluindo peças de valor. A tripulação nunca mais foi vista, e o seu desaparecimento é até hoje considerado um dos maiores mistérios marítimos de todos os tempos.
Após ser recuperado, o navio foi usado por muitos anos, passando por vários donos. Em 1885, o Mary Celeste foi intencionalmente destruído ao se chocar na costa do Haiti, quando o seu último dono tentou fraudar o seguro.









O tempo não esclareceu as especulações levantadas e pouco se sabe sobre o que, de fato, aconteceu com a embarcação








