Cultura e Entretenimento

O mistério dos crânios alongados

As razões para os crânios alongados são principalmente um mistério.

Ao redor do mundo, há milhares de anos era muito comum a prática de modelação do crânio. Sabe aquele crânio cilíndrico mostrado no filme "Indiana Jones e a Lenda da Caveira de Cristal" (2008)? De fato, quando as pessoas encontraram pela primeira vez esses crânios com formatos estranhos, alguns começaram a acreditar que eram de alienígenas que conviviam entre os povos antigos. Bem, depois que descobriram a existência de povos contemporâneos que faziam essa modelação (até hoje existem grupos que a fazem, especialmente na África), o mito meio que perdeu o sentido. Mas qual é o porquê dessa tradição corporal?

Raramente praticado hoje e agora geralmente desconhecido para a maioria das pessoas no mundo, o ritual de deformar o crânio em formas não naturais tem sido parte integrante de várias sociedades ao redor do globo por muitos milhares de anos. As razões para os crânios alongados são principalmente um mistério.

Viajando a Cahuachi no Peru, mesma região onde existem as linhas de Nazca, cerca de 500 anos depois de Cristo, a tribo que vivia naquela região e que teria segundo muitos, sido a responsável pela construção das linhas, desapareceu misteriosamente por completo. E deixou para trás uma enorme desordem no local. E apenas em 1910, quando um antropólogo foi até Nazca para estudar os povos que viveram na região.

Durante uma escavação, ele ficou chocado com o material deixado por estes povos ali. Algo que ele nunca tinha visto até então. Seus crânios: possuíam uma deformidade muito anormal para os estudiosos da época, um alongamento enorme de todo o crânio.

Ao longo dos anos, à medida que fomos conhecendo e desvendando mais o planeta e seus mistérios, descobrimos que os povos de Cahuachi no Peru não eram os únicos que possuíam crânios com esta deformação. Como por exemplo, quando em 1870 um botânico alemão em expedição pelas florestas do Congo descobriu tribos que fazia a deformação de suas cabeças desde crianças.

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Significado dos crânios alongados

Antes da chegada dos Incas, em 1450, ter um crânio alongado era um sinal de status. Os pesquisadores acham que para uma sociedade pré-colombiana, essa característica representavam na verdade um sinal de elite. Para a comunidade collagua, que vivia no Peru, ter o crânio quase em forma de cone era um privilégio.

Mas não só essa comunidade, pois os cabanas também modificavam o crânio dos recém-nascidos. A prática teve desdobramentos sociais e políticos muito importantes. Esse costume talvez pode ter influenciado o vínculo que essas antigas civilizações tiveram com o Império Inca.

Supõe-se que a prática servisse como um sinal de distinção do indivíduo em seu grupo social para liderança, magia ou ambas. Entre os Paracas, o costume era praticado pela nobreza já que as múmias com crânios alongados receberam enterros mais complexos.

Deformações cranianas de grupos modernos; na foto do centro, podemos ver uma criança no processo de deformação

Como são formados os crânios alongados?

O método tem sido geralmente bastante semelhante ao longo da história. Os crânios dos bebês recém-nascidos são extremamente flexíveis durante os primeiros estágios de desenvolvimento. Duas placas foram colocadas na testa e na nuca do bebê. Às vezes, acolchoamento e tiras grossas eram usados As tábuas foram enroladas firmemente por tiras de tecido e amarradas para baixo para fazer o crânio empurrar para trás e para cima para criar formas estranhamente ovais que se tornam permanentes por toda a vida dessas pessoas.Três métodos maias diferentes usando placas e faixas para moldar intencionalmente o crânio.

O ritual é aparentemente bastante antigo, pois alguns cientistas encontraram provas da prática ocorrendo há milhares de anos. E foi apenas recentemente que a “sociedade moderna” parou a prática, que é conhecida por ter sido realizada em crianças em áreas remotas da França no século XX. Algumas áreas remotas da Polinésia continuam a praticar a prática em alguns de seus recém-nascidos, como em Vanuatu. Crânios alongados antigos também foram encontrados em áreas desconectadas como África, Alemanha oriental, sociedades nativas da América do Norte, australianos aborígenes e ilhas do Caribe.

A prática não parece ter afetado a inteligência da pessoa ou causado dano físico permanente ao cérebro.

Faraó Akhenaton e o Crânio AlongadoMas o mais estranho em imaginar quem era Akhenaton, é quando vemos suas representações. Em nada se assemelham com os outros faraós. Um corpo alto, magro, barriga protuberante, com uma estranha cabeça alongada. Exatamente como vimos em outras regiões do planeta. E não para por ai, sua esposa, Nefertiti e todos seus filhos são representados da mesma maneira. Sofreriam todos de alguma anomalia na cabeça? Teriam feito alongamento proposital como em certas regiões do Congo?

E pior que isto seria o fato de quando o fim do reino de Akhenaton chegou, a cidade construída em homenagem ao sol foi abandonada e o culto a diversos deuses retomados. Por quê? Ninguém pode nos responder, porém talvez sua identidade tivesse sido revelada e ele fora abandonado.

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Falsas alegações de origem não humanaEm 1928, um arqueólogo chamado Julio Tello descobriu um antigo cemitério em Paracas, Peru, que continha muitos crânios alongados. A área foi investigada e gerou diversos níveis de interesse até que um estudo de DNA de 2014 de materiais dos crânios citou que partes do DNA não eram de origem animal ou humana. Entusiastas de OVNIs enlouqueceram. Os testes também indicaram que os crânios de 2.000 a 3.000 anos são provavelmente de origem europeia. Isso reescreveria a história de quando e como os europeus possivelmente descobriram as Américas. Outros cientistas zombaram das afirmações do teste de DNA. Eles citaram resultados incompletos ou possivelmente falsificados que foram inventados para atrair entusiastas da arqueologia amadores à área para gastar dinheiro a fim de impulsionar a economia local.

Um artigo de 2015 na revista “American Journal of Physical Anthropology” descobriu que apenas 30% dos crânios das áreas da Patagônia Sul e Terra do Fogo exibiam alongamento. Isso sugere fortemente que, pelo menos naquela sociedade, a prática pode de fato ter se limitado às classes altas. Esses crânios foram datados de mais de 2.000 anos.