Cultura e Entretenimento

Arca de Noé - Verdade ou ficção

Falta de provas científicas transformou o que já era uma lenda em questão de fé

Essa história foi escrita 18 séculos antes de Cristo, em mais de mil anos antes da Bíblia, no Épico de Atrahasis. Na verdade, o tal herói não tem exatamente um nome, mas um título. Atrahasis significa “grande sábio” em acádio, o idioma da Babilônia.

Quando alguém lê a história do grande dilúvio no livro de Gênesis, fica impressionado com o estilo prático da narrativa. Embora tenha definitivamente o sabor maior do que a vida, típico das lendas, o leitor não suspeitaria que está lidando com as impossibilidades bizarras que detalhamos acima. Afinal, os antigos hebreus viviam em um pequeno mundo em forma de disco com uma cúpula acima e águas acima e abaixo. Havia apenas algumas centenas de animais conhecidos, e assuntos como ecologia, genética e estratigrafia nem mesmo foram imaginados. O dilúvio foi um ato poderoso de Deus, com certeza, mas nada que os antigos hebreus teriam achado tão extraordinário.

A imagem que o satélite Digital-Globe obteve da formação anômala no monte Ararat - Turquia. Outras imagens do local têm sido registradas por outros satélites e os pesquisadores empenham-se na análise detalhada de forma e dimensões.

Existem provas hoje de que a Arca de Noé realmente foi construída?

Vamos voltar na história e relembrar dos fatos ocorridos...

O filho de Lameque e o neto de Metusalém, Noé, aparece na décima geração depois de Adão. Noé tornou-se o centro de uma das mais conhecidas histórias da Bíblia. Ele e sua família viviam num mundo tão violento e pecador que Deus decidiu que não iria permitir que a raça humana existisse mais naquela época. Mas, no meio de tanta decadência, havia um homem-NOÉ-que tinha fé em Deus e vivia de acordo com as coisas de Deus. Tão justo era Noé que Deus lhe revelou seu plano e fez uma promessa de salvar a ele e a sua família. Deus deu um projeto de 120 anos a NOÉ e disse-lhe para construir uma arca porque iria fazer cair água do céu e inundar toda a terra. Noé fez tudo o que Deus lhe ordenou e com uma idade de 600 anos presenciou tudo acontecer de acordo com o que Deus havia lhe dito. E fez da arca sua casa durante os 40 dias de chuva sobre a terra “...e tudo o que havia fôlego de espírito de vida nos seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.” Gênesis 7:22. E assim foi até o sétimo mês, e no dia dezessete a arca repousou sobre os Montes de “Ararat”. Gênesis 8:4. E foram as águas minguando até o décimo mês. Essa é a história que conhecemos. Mas onde estará a “arca”? Por que ninguém consegue encontrá-la ainda mais hoje em dia num mundo de tantas tecnologias e satélites que podem tirar uma foto em nítida imagem de uma pessoa aqui na terra?

Pois o fato é! Realmente estão descobrindo várias evidências desde 1883 que realmente existe uma grande embarcação no monte Ararat na Turquia. Fotos tiradas de satélites, depoimento de pessoas que dizem realmente terem chegado até a arca e evidências como uma pedra que se parece uma âncora.

Também amostras da suposta madeira da arca estão sendo analisadas e muitas inscrições em rochas encontradas na região aos redores do monte servem de fatos de que realmente existe uma arca em algum lugar por ali. Em 17 de junho de 1949.

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Uma missão de rotina da Força Aérea Americana fotografou a mais de 4 mil metros de altura algo muito estranho. Os especialistas analisaram as fotos e emitiram um relatório chamado “anomalia do Ararat” e foi mantido em segredo por mais de 50 anos. Mas em 1993 Porcher Taylor um estudante especializado em satélites e diplomacia começou a fazer severas perguntas sobre esses arquivos. Ele acabou descobrindo que junto com as fotos de 1949 também haviam outras fotos tiradas por um U-2 (avião-espião) e fotos de alta resolução tiradas pela CIA em 1973 usando o satélite militar KH-9 e até fotos mais sofisticadas tiradas pela CIA através do satélite KH-11 em 1976/1990/1992. Depois de muitos esforços o serviço de defesa liberou 6 fotos das tiradas em 1949 e não foram suficientes para provar se a anomalia era uma formação rochosa ou algo construído por mãos humanas. As fotos foram tiradas de muito longe e um pouco fora de foco (1949). Mesmo depois de outras tentativas usando um satélite comercial de alta precisão as fotos tiradas no verão de Out/99 (um dos mais quentes de todos os tempos na Turquia) ainda não davam para terem certeza sobre a anomalia encontrada no monte Ararat. A espessura de gelo é muito profunda e quase impossível para se obter uma foto nítida daquele lugar.

Se a arca existe, por que então eles não conseguem encontrá-la? E por que não se organiza uma grande expedição para desvendar tudo? Primeiro: porque durante quase todo o ano o Ararat é coberto de neve. Segundo: os terroristas curdos atrapalham e atacam expedicionários que se aventuram a subir o monte; aquela é uma região muito conturbada. Nos anos 90, mais de 6 mil pessoas morreram no monte e só existe permissão para subir do lado sul, enquanto a suposta arca está no lado norte.

Um geólogo Adventista uma certa vez declarou: Talvez a maior descoberta arqueológica de todos os tempos - a arca de Noé - esteja sendo preservada providencialmente para, no momento certo, ser revelada ao mundo como um monumento, prestando silenciosamente sua homenagem ao Criador e Mantenedor da vida, o mesmo Deus que amorosamente deseja implantar em nosso ser a Sua própria imagem, para que possamos habitar eternamente em Sua companhia, no Céu e na Nova Terra finalmente restaurados.

UMA ENXURRADA DE MITOS E HISTÓRIAS

A maioria das histórias de inundação inclui um Deus ou divindade zangado e um evento catastrófico na água que destrói o mundo, mas só sobrevive a alguns poucos escolhidos.

Cristandade

Na história do dilúvio judaico-cristão, Deus ficou irado com os pecados da humanidade. Ele disse a seu servo fiel, Noé, para construir uma arca grande o suficiente para sua família (que incluía oito pessoas; sua esposa, seus três filhos e suas esposas) e duas de cada criatura na terra. Deus entregou o dilúvio prometido, matando tudo e todos na terra, exceto a população da arca.

Mesopotâmia Antiga

Aparentemente, Utnapishtim recebeu a imortalidade após construir um navio chamado Preserver of Life e sobreviver ao "grande dilúvio". Como Noé, Utnapishtim trouxe todos os seus parentes e todas as espécies de criaturas a bordo de sua arca para salvar a humanidade. Parece familiar.

Asteca

A história do dilúvio asteca compartilha semelhanças com a história de Noé, com algumas reviravoltas radicais na trama. Nesta história, Titlacauan avisou o homem chamado Note e sua esposa Nena, sobre uma enchente que se aproxima. Nata e Nena escavaram um cipreste, e Titlachahuan os selou dentro, dizendo que eles só podem comer uma espiga de milho cada. É aqui que a história é totalmente diferente das outras.

Gregos

Após nove dias de inundação, o mundo foi destruído e a arca pousou no topo do Monte Parnaso. Quando as águas baixaram, Deucalião e sua prima-esposa ofereceram um sacrifício a Zeus para aprender como repovoar a terra. Zeus disse-lhes para atirar pedras sobre os ombros. As pedras atiradas por Deucalião tornaram-se homens, e as lançadas atrás de Pirra tornaram-se mulheres. Que foi uma maneira relativamente organizada (e mágica) de explicar o repovoamento da terra enquanto contornava toda a questão do incesto.

Culturas Asiáticas

As histórias de inundações asiáticas retêm alguns dos temas principais, mas são muito mais intrincadas. É interessante notar que nas histórias do dilúvio asiático, os humanos não são apenas construtores de arcas e sobreviventes, eles têm muito mais gerência e controle do que em outras culturas.

Nórdico

A história do dilúvio nórdico é totalmente diferente das outras porque o mundo foi inundado, mas não com água. Quando Odin e seus irmãos Villi e Ve mataram o gigante Ymir, o sangue que jorrou de seu corpo inundou a terra. Isso mesmo, o mundo foi afogado em sangue. Neste banho de sangue literal, um único gigante do gelo chamado Bergelmir e sua esposa fizeram uma arca, foram salvos e repovoaram a terra.

A realidade nos mitos do dilúvio?

As histórias do dilúvio permeiam centenas de culturas e há semelhanças impressionantes em muitos dos relatos. Parece que pelo menos algumas dessas histórias podem ser baseadas em eventos reais. Geólogos propuseram a possibilidade de uma grande enchente no Oriente Médio no final da última Idade do Gelo, que foi há cerca de 7.000 anos. Naquela época, o Mar Negro era um lago de água doce cercado por fazendas.

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A hipótese é que as geleiras europeias derreteram e o Mar Mediterrâneo transbordou com uma força 200 vezes maior do que as Cataratas do Niágara. Essa seria uma parede de água da inundação incrivelmente rápida. Há evidências físicas que apóiam essa teoria, incluindo estruturas da idade da pedra sob o Mar Negro.

Outras teorias incluem tsunamis e sugerem que cometas também podem ter causado a inundação.

A grande questão é: haverá outra inundação catastrófica? Com o aumento do desmatamento, as mudanças climáticas e a elevação do nível do mar, parecemos estar indo nessa direção para criar uma nova história de inundação só nossa.