
Será que as evidências garantem a existência de Jesus?
Apesar da insistência dos teólogos, nada de científico já conseguiu garantir essa teoria
Sim, ele esteve entre nós. Há registros em fontes diversas, como as cartas de Paulo, dos anos 40 e 50, e os Evangelhos, feitos a partir de 70 d.C. O Evangelho de Marcos traz informações específicas sobre Jesus: ele era de Nazaré, foi batizado por João Batista e morto no governo de Pôncio Pilatos (sabe-se que estes dois existiram).
Além disso, historiadores avaliam que os discursos atribuídos a Jesus nos Evangelhos faziam sentido no contexto em que ele vivia. As supostas provas materiais, por outro lado, são outra história: coroa de espinhos, restos da cruz e outras relíquias são fake ou de origem polêmica. Muitos desses artefatos foram feitos séculos depois de Jesus para convencer as pessoas de que ele existiu.
Os pregos sagrados |
Manto sagrado |
Bandana de sangue |
Escritas mentirosas |
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Manuscritos sagrados |
Coroa de Cristo |
O famoso livro |
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Lascas de madeira da cruz |









De tempos em tempos, alguém chega dizendo que descobriu o que seriam os pregos da cruz de Jesus. Mas isso não é novidade. Ainda em 1911, o professor Herbert Thurston contou quantos pregos eram venerados como os legítimos: 30, espalhados pela Europa.
Talvez a relíquia religiosa mais famosa do mundo, o Sudário de Turim representaria o manto que encobriu Jesus após a morte. Com a imagem “fantasma” de um homem, ele é venerado por milhões de peregrinos que vão até a catedral de Turim, na Itália. Mas cientificamente falando, o manto é falso.
Uma relíquia similar é o Sudário de Oviedo, um pano com machas de sangue que foi supostamente enrolado na cabeça de Cristo quando ele morreu, e que desde o ano 718 fica na catedral da Espanha. O sangue no sudário é do tipo AB, comum no Oriente Médio, mas não na Europa, levando muitos a acreditar que não é de Cristo. Também, Joe Nickerll, autor do livro “Relíquias de Cristo”, afirma que o Sudário foi datado com carbono muitas vezes, e sempre aparece como do ano 695, não muito antes de aparecer em Oviedo.
Setenta livros de metal foram descobertos em uma caverna no Jordão, no ano passado, e aclamadas como os documentos cristãos mais antigos. Supostamente datando de poucas décadas após a morte de Jesus, os religiosos as chamaram os códigos de a descoberta arqueológica mais importante da história. 
Uma das descobertas arqueológicas mais importantes realmente data da época de Jesus, e pode ou não evidenciar sua existência, dependendo de para quem você pergunta. Os Manuscritos do Mar Morto, encontrados em uma caverna de Israel, na década de 40, foram escritos entre 150 antes de Cristo e 70 depois de Cristo. Em um dos pontos, os documentos se referem a um “professor do caminho correto”. Alguns dizem se tratar de Jesus. Outros argumentam que poderia ser qualquer um.
De acordo com os textos sagrados, antes de Jesus ser crucificado, os soldados romanos colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça. Muitos cristãos acreditam que o instrumento de tortura ainda existe hoje, dividido em pedaços pela Europa. Uma coroa quase completa está na Catedral de Notre Dame, em Paris. A história dessa coroa data de pelo menos 16 séculos, mas não chega até Cristo. E, além do mais, a de Notre Dame não possui espinhos.
O melhor argumento em favor de Jesus como pessoa viva é, claro, a Bíblia Sagrada. Existem muitos detalhes diferentes em vários evangelhos, mas com o tempo, os teólogos conseguiram criar um perfil de Jesus.
De acordo com uma famosa observação apontada pelo teólogo João Calvino, a “cruz verdadeira”, isto é, a utilizada para a crucificação de Cristo, foi quebrada e enviada em pedaços dentro de um navio para a Europa. Logo, ele sugeriu que as lascas foram espalhadas em abadias, mas em alguns lugares ainda havia fragmentos maiores, como a Capela Sagrada, de Paris, e em Roma, onde acredita-se que um crucifixo tenha sido produzido a partir da madeira.







