
A resignação da abelha operária
Em uma colmeia há uma hierarquia social formada de Rainha, Zangões e Operárias.
As abelhas vivem em colônias organizadas, nas quais é possível observar a divisão de tarefas entre os indivíduos. Quando observamos uma colmeia, verificamos que os indivíduos que nela vivem trabalham de forma cooperativa e há uma divisão em castas. As três castas são a rainha, o zangão e a operária.

A abelha-rainha vive até 5 anos, enquanto as operárias vivem de 28 a 48 dias. Apenas as abelhas fêmeas trabalham. Os machos podem entrar em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas.
As abelhas são insetos que vivem em sociedade, moram em colônias organizadas. Fazem parte da sua hierarquia social: a rainha, as operárias e os zangões. Cada grupo possuem funções bem definidas. Numa colônia, em condições normais, existe uma rainha, cerca de 5.000 a 100.000 operárias e de 0 a 400 zangões.
Tudo começa com uma rainha. Ela nasce dentro da colméia e, em poucos dias, já está pronta para seu primeiro e único namoro. Mas até que aproveita. Seu vôo nupcial é seguido por um cortejo de zangões. Ela pode ser fecundada por até oito machos, que morrem ali mesmo porque perdem o órgão sexual e parte do abdome, que ficam presos no corpo da rainha.

Depois do ato, ela sai em busca de um novo lar, na frente das serviçais, que carregam um pouco de cera. Quando encontram uma fresta na parede ou um buraco de árvore, põem a mão na massa. Quer dizer, na cera. “Com o material carregado do antigo ninho constroem o primeiro favo.
As operárias vedam as frestas com o própolis, uma mistura de resinas de plantas com secreção de suas glândulas, que tem efeitos medicinais.
continua depois da publicidade |
|
Terminada a construção, a rainha inicia sua linhagem pondo as larvas. As filhas que são escolhidas para ser futuras rainhas – não se sabe quais são os critérios – são alimentadas por mais tempo com geléia real, uma substância rica em vitaminas, secretada pelas glândulas das abelhas. As demais estão condenadas a ser vassalas e pegar no pesado o resto da existência: cuidam da faxina, procuram comida, produzem mel e alimentam as larvas. As rainhas que nascerem farão o mesmo que a mãe: serão fecundadas, reunirão um grupo de operárias e procurarão um bom local para formar sua própria colmeia.

As abelhas operárias são disciplinadas, metódicas e ordeiras. Elas surgem de um ovo depositado pela abelha rainha em um dos tubos hexagonais que formam uma colméia, e a partir daí inicia-se a história de vida de uma pequenina, porém extraordinária operária.
• três dias depois nasce uma pequenina larva
• três dias depois nasce uma pequenina larva
• nos três dias seguintes a larva recebe como alimento a geléia real cresce e desenvolve-se
• nos outros cinco dias seguintes recebe mel e pólen também como alimento e continua o seu desenvolvimento
• no oitavo dia a larva já ocupa todo o espaço interno do tubo (seu crescimento se dá com várias trocas das mudas de pele) e começa a tecer um casulo no interior do qual a larva transforma-se em pupa (neste momento o tubo é fechado com uma tampa de cera) que em seguida se resolve em um inseto adulto.

• no 20º ou 21º dia da fase de pupa, esta transforma-se em uma nova abelha operária e sua primeira tarefa é limpar o tubo onde nasceu e se desenvolveu. A primeira função de uma abelha operária é a de manter a limpeza e dar a correta destinação final dos resíduos encontrados (restos de mudas de pele, de mel, de grãos de pólen e de cera) na colméia. Esta fase dura uns três dias
• no quinto dia de vida adulta, a abelha passa a secretar geléia real pela sua boca que é colocado nos tubos que contém larvas (se uma larva recebe esta geléia real por seis dias, ela transforma-se em rainha,
- esta tarefa é definida pela necessidade da comunidade ter uma nova rainha).
• as operárias adultas com nove dias de vida param de produzir a geléia real e assumem uma nova função,
- a de construtora da colméia. O mel que ingeriu até então é transformado em cera que é utilizada para formar os favos (conjuntos de tubos hexagonais). Uma secreção surge dentre as placas de seu abdome. Ela é retirada pelas patas anteriores e levada para a boca onde as mandíbulas a transforma em cera que é empregada na construção do favo.

• com dezesseis dias de vida as abelhas assumem nova função - a de receber em sua boca o néctar trazido por outras operárias e depositá-las nos tubos vazios. No interior destes tubos, dias depois, o material transforma-se em mel (favos de mel). O pólen trazidos por outras abelhas é armazenado separadamente em outros tubos compactados pela atividade das operárias.
• vinte dias de vida - a abelha operária passa a função de guarda da colméia. Fica a postos nos acessos da colméia, atenta a aproximação de outros insetos (formigas, cupins) e até animais como ursos. A comunicação do perigo é feita com a dispersão de um odor liberado por uma glândula localizada próximo do ferrão. A percepção deste sinal promove a saída de populações de operárias que vão atacar decididamente os intrusos.
continua depois da publicidade |

• no vigésimo terceiro dia de vida a abelha assume a atividade mais trabalhosa - a de sair pelos campos para coletar néctar e polén. Mais, os elementos que identificam fontes de néctar e pólen comunicam às outras abelhas, por meio de movimentos (espécie de dança) a localização das referidas fontes. O odor preso à abelha informante comunica detalhes sobre o tipo de planta localizada. A operária desempenha cerca de 30 dias a atividade de coleta de materiais para abastecer a colméia.
• Depois de cerca de 28-55 dias de vida como abelha operária, sentindo aparecer a fraqueza e a velhice, o pequeno trabalhador afasta-se espontaneamente de sua comunidade para morrer sem promover a descontinuidade do trabalho de suas dedicadas colegas.


















