Cultura e Entretenimento

O que aconteceria se a Terra parasse de girar?

O movimento de rotação é fundamental para a manutenção da vida na Terra

O fim do movimento de rotação da Terra já foi tema de vários filmes e história de ficção científica. De fato, nem mesmo os cientistas sabem exatamente quais seriam as verdadeiras conseqüências disso para os seres vivos, no entanto, uma coisa é fato: seria uma catástrofe inimaginável. Para a maioria dos cientistas, o mais provável é que a vida na Terra seria extinta.

Para o professor Marcelo Knobel, do Instituto de Física da Unicamp, se a Terra parasse de girar, o planeta sofreria os efeitos da inércia, uma vez que sairia de uma velocidade de aproximadamente 900 km/h (em uma latitude de 45°) para zero. Desta forma, todas as construções sobre a superfície terrestre desabariam, além disso, fortíssimos terremotos sem igual assolariam a face da Terra.

Em médio e longo prazo, praticamente todos os ecossistemas seriam destruídos; provavelmente algumas espécies de regiões abissais poderiam sobreviver, já que têm a vida baseada na quimiossíntese. Essa destruição se daria pelo fato de que, nestas condições, o dia terreno passaria a durar um ano, metade dele com luz solar e a outra metade nas trevas, o que destruiria todos os seres vivos por calor ou frio extremo.

Por calor, pelo fato de que haveria uma evaporação intensa de água dos oceanos do lado dia, aumentando o efeito estufa, e, consequentemente, as temperaturas, que poderiam chegar a níveis exorbitantes. Por frio, pelo fato de que as correntes oceânicas do lado noite formariam camadas de gelo muito espessas, que não derreteriam nem se estivessem no lado dia, desencadeando uma eterna era glacial.

Então, vejam algumas das que ocorreria em uma para subita da terra:

Todos os objetos voariam para o leste em alta velocidade sob seu próprio impulso
Não conseguimos notar a alta velocidade em que a terra gira, aproximadamente 1.700 km por hora. Porém, se parássemos subitamente, segundo Sten Odenwald da NASA, tudo na superfície da Terra voaria em velocidade absurdamente elevada e depois voltaria ao chão, já que 1.700km não é uma velocidade alta o suficiente para fazer as coisas escaparem do campo gravitacional.

Maremotos enormes aconteceriam
O poder do impulso que a Terra geraria ao parar subitamente faria com que oceanos e mares criassem tsunamis extremamente poderosos e arrasariam as cidades costeiras, fazendo-as desaparecer do mapa!

continua depois da publicidade


Astronomia e Astrofísica - Curso Completo
Para os curiosos e amantes da Astronomia e Astrofisica, tenha acesso a um assunto fascinante. Veja em detalhes neste site
https://www.mpsnet.net/G/489.html

Uma ventania poderosa surgiria
A atmosfera continuaria se movendo e esse impacto a faria rotacionar em torno do planeta – provavelmente diversas vezes. A velocidade que esses ventos atingiriam ultrapassariam 1,77028 quilômetros por hora e seria possível até que a Terra perdesse parte de sua atmosfera com esses ventos.

Toda a água do mundo se concentrariam em 2 oceanos e um novo continente se formaria
A água se concentraria no equador devido à força centrífuga. Uma parada repentina na rotação da Terra faria com que as massas terrestres e a água se redistribuam para formar dois grandes oceanos em ambos os polos. A terra no equador aumentaria e formaria um novo continente gigantesco, cobrindo todo o planeta através do equador.

Erupções vulcânicas, furacões e terremotos aconteceriam
A enorme força cinética da Terra e seu impulso agitariam o planeta no seu núcleo. O resultado é bastante previsível: furacões totalmente poderosos, erupções vulcânicas e terremotos destrutivos. Em toda parte.

A Terra se tornaria esférica
Atualmente, o nosso planeta não é uma esfera e sim um geoide, por conta do movimento de rotação em torno de seu eixo. Porém, se ela parasse de girar abruptamente, se tornaria esférica.

Um hemisfério se tornaria absurdamente quente, enquanto o outro seria tão frio quanto a Antártica
Esqueça o clima tropical e as estações do ano. Se a Terra parasse de girar, apenas metade dela seria aquecida, tornando-a quente e sempre iluminada com as temperaturas mais altas do equador. O segundo hemisfério tornaria-se frio ártico. A NASA também tem outra versão: a Terra deixaria de se virar completamente, e haveria um dia de 6 meses seguido de uma noite do mesmo comprimento.

Se as pessoas sobrevivessem, seria na divisa entre o lado quente e frio do planeta
A humanidade só poderia se adaptar às novas condições na fronteira da noite e do dia. Os seres humanos teriam que viver no subsolo e apenas sair em trajes de proteção por causa da radiação.

O campo magnético que protege a Terra de radiações cósmicas perigosas desapareceriam
O campo magnético é basicamente formado devido aos processos do núcleo externo (feito principalmente de ferro) e ao movimento de rotação do planeta. Se ele parasse, o campo magnético também desapareceria, prevê Sten Odenwald. O campo nos protege do vento solar: as partículas carregadas do sol que destruirão todo ser vivo.

A lua cairia na Terra, mas isso não aconteceria imediatamente
O Prof. Vaughan Pratt, da Universidade de Stanford, diz que a Lua gradualmente diminuirá a velocidade, e sua distância da Terra se reduziria. Com o tempo, provavelmente cairia em nosso planeta.

continua depois da publicidade



A cada 24 horas (ou melhor, 23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos), a Terra completa um ciclo de rotação, girando em torno de si mesma a quase 1,7 mil quilômetros por hora. Entretanto, nosso planeta vem girando mais devagar — algo revelado em um estudo científico publicado em 2016 no The Royal Society. Nos últimos 28 séculos, essa velocidade teria diminuído 1,8 milissegundo por século, segundo o estudo, fazendo com que os dias ficassem 1,8 milissegundo mais longos a cada 100 anos. Não parece muita coisa, mas, ao longo de tanto tempo, isso implica em alterações significativas. E daí fica a pergunta: e se um dia a Terra parasse de girar por completo? O que aconteceria?

Só para ter uma ideia de como essa desaceleração já afetou a Terra, há 250 milhões de anos, cada rotação completa tinha aproximadamente 23 horas. Após a extinção dos dinossauros, há 63 milhões de anos, um dia inteiro passou a ter cerca 23 horas e 30 minutos — até chegarmos às atuais quase 24 horas. Embora o “freio” não seja constante, a rotação segue um pouco mais devagar, devido a algumas razões.