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Galáxia gigante finalmente é medida
18/12/2009

Recentemente, uma equipe de astrônomos conseguiu medir o tamanho da galáxia gigante Messier 87, e se surpreenderam ao descobrir que a parte exterior da galáxia foi arrancada por efeitos ainda desconhecidos. Além disso, descobriram que a Messier 87 parece estar em trajetória de colisão com outra galáxia. A equipe que realizou as descobertas utilizou o FLAMES, espectrógrafo instalado no Very Large Telescope (“Telescópio Muito Grande”, em tradução livre) no Observatório de Paranal, no Chile. O equipamento fez medições ultra-precisas das vizinhanças da Messier 87 e no espaço intergaláctico do aglomerado de Virgem, ao qual pertence a galáxia.

As descobertas feitas pelo FLAMES revelaram que o halo de estrelas da Messier 87 tem um diâmetro de aproximadamente um milhão de anos-luz, muito menor que o esperado pelos pesquisadores, mais ainda assim três vezes maior que o halo que envolve a Via Láctea. Ortwin Gerhard, co-autor da pesquisa, afirma que os resultados são inesperados: “Previsões numéricas anteviam que o halo da Messier 87 deveria ser muito maior que nossas observações revelaram. Obviamente, algo deve ter causado a diminuição do halo”.

Os resultados obtidos, embora inesperados, são uma vitória: a luz de uma nebulosa planetária do aglomerado de Virgem é tão fraca quanto a de uma lâmpada de 30 Watts a uma distância de 6 milhões de quilômetros – 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Além disso, nebulosas planetárias se espalham pelo aglomerado, fazendo com que o espectrógrafo só conseguisse encontrar poucas dezenas de nebulosas por vez. “É como procurar por uma agulha no palheiro, só que no escuro”, compara Magna Arnaboldi, que participou das pesquisas.

Os astrônomos sugerem que o “arrancamento” de matéria da Messier 87 pode ter sido causado por um colapso de matéria escura próximo ao aglomerado. O efeito pode também ter sido causado por outra galáxia, a Messier 84, que teria se aproximado da Messier 87, causando perturbações na estrutura da galáxia. “No momento, não podemos confirmar nenhuma das hipóteses”, afirma Arnaboldi. “Precisamos realizar mais observações das nebulosas planetárias na região da Messier 87”.

Uma coisa que os astrônomos têm certeza, entretanto, é que a Messier 87 e sua vizinha Messier 86 estão em trajetória de colisão: “Acredito que estamos observando-as na fase anterior ao primeiro encontro das duas”, afirma Gerhard. “O aglomerado de Virgem é um lugar muito dinâmico, e muitos fatores vão continuar a moldar as galáxias pelos próximos bilhões de anos”.

A uma distância de aproximadamente 50 milhões de anos-luz, o aglomerado de Virgem é o aglomerado galáctico mais próximo à Terra. Localizado próximo da constelação de Virgem, é um aglomerado relativamente jovem e esparso, que contém centenas de galáxias, inclusive galáxias em espiral, que se assemelham à Via Láctea.

O que são nebulosas planetárias?
  

Nebulosas planetárias são a fase final de estrelas semelhantes ao Sol, quando a estrela lança sua camada exterior para o espaço. Elas têm uma vida relativamente curta (dezenas de milhares de anos, um piscar de olhos na escala de tempo astronômica), e astrônomos estimam que uma em cada 8 milhões de estrelas semelhantes ao Sol é visível como nebulosa planetária.

As nebulosas planetárias têm uma forte emissão de energia, e por isso são relativamente fáceis de detectar, o que também permite que elas tenham a sua velocidade radial medida com precisão. Por este motivo, as nebulosas planetárias podem ser usadas como base para investigar o movimento de estrelas em regiões remotas de galáxias distantes, o que seria impossível de outro modo.
Curiosamente, o nome das nebulosas planetárias vem de uma época remota: antigamente, observadores, usando pequenos telescópios, acreditavam que o que viam se assemelhava aos discos dos planetas gigantes do Sistema Solar, por isso a nomenclatura das nebulosas.
 

 

 

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