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Ecologia: Atitudes caseiras podem ajudar a preservar o planeta

Não precisa ser nenhum ativista radical para abraçar de vez a causa ecológica. De casa mesmo, com pequenas mudanças de comportamento, é possível fazer a maior diferença - e sem medo de ficar com fama de ecochato. Afinal, em tempos de aquecimento global e superpopulação, um pouco de engajamento e consciência ambiental é o mínimo que podemos esperar de qualquer cidadão responsável e bem informado.

“Ser ecologicamente correto é agir com inteligência e criatividade”, afirma a ambientalista e escritora inglesa Siân Berry, autora de uma série de livros que ensinam como promover a sustentabilidade doméstica. “Todos nós podemos desfrutar de uma vida mais harmoniosa com o ambiente em que vivemos”, afirma a especialista.

Você vai dormir com a consciência tranqüila de quem fez sua parte para preservar o planeta - e o melhor, ainda vai economizar. Sabia que um minuto a menos no chuveiro pode resultar numa economia de até seis litros de água por dia?

Separe seu lixo

Calcula-se que cada habitante do planeta produza, por dia, cerca de um quilo de lixo. Tudo isso, quando não é reaproveitado, é despejado em aterros, depósitos e bolsões de coleta. Lá, os dejetos são enterrados para decomposição, o que pode levar anos, décadas e até séculos, dependendo do material. É comum, ao escavar “lixões”, encontrar jornais de 40 anos atrás ainda legíveis.

Por isso, os aterros representam uma ameaça à integridade do solo e da água, exigindo monitoramento constante e detalhado. Desnecessário mencionar que nem todo depósito de lixo atende a tais exigências.

Acontece que de tudo que vai para o lixo, boa parte poderia ser reciclada, evitando o acúmulo de dejetos nos depósitos e poupando recursos naturais preciosos. É o chamado lixo seco, composto de papel, metal, vidro e plástico. Um bom exemplo é a reciclagem do papel, praticamente artesanal. A técnica empregada nas usinas de reaproveitamento dispensa o uso de produtos químicos e evita a liberação de poluentes na água e na atmosfera. Tem mais: a cada tonelada de papel reciclado, 30 árvores são poupadas.

Porém, em países como o Brasil, a cultura da reciclagem ainda engatinha. Você pode colaborar para mudar esse panorama separando em casa o lixo que é reciclável daquele que não é. Uma dica é marcar por cor, como nas estações de coleta: azul para papel, vermelho para plástico, amarelo para metais e verde para vidro. Mas mesmo dentro destas categorias, nem tudo pode ser reaproveitado. Confira:

Papel: são recicláveis jornais, revistas, cartões, envelopes, folhas de caderno, papéis de computador, embalagens de ovo, embalagens do tipo longa vida, papelão e caixas.

Plástico: garrafas de refrigerante, copos e sacos plásticos, frascos de shampoo e detergente, embalagens de margarina e material de limpeza, canos, brinquedos sem partes metálicas e tubos são recicláveis.

Metais: latinhas de aço e alumínio, panelas, pregos, fios, arames e sucatas de automóveis são reaproveitáveis. Há limitações no caso de clips, grampos, esponjas de aço, latas de tinta ou de materiais tóxicos como gasolina.

Vidros: podem passar pelo processo de reciclagem garrafas, copos, potes, frascos e cacos.

Economize energia

Por mais irônico que seja, no Brasil, país que tem sol o ano inteiro, praticamente toda a produção de energia vem das hidrelétricas. Trata-se de uma fonte de energia limpa, porém sua construção pode resultar em uma série de impactos ambientais sem volta. A equação é simples - quanto mais consumimos energia, mais precisamos construir hidrelétricas e mais a natureza sofre. Providências caseiras, porém, podem ajudar a mudar esse panorama:

- Evite usar o chuveiro elétrico nos horários de pico (entre 18h e 20h e entre 19h e 20h30 no verão). Quando não estiver frio, tome banhos mornos, que consomem 30% menos energia. E tente não demorar mais do que cinco minutos no chuveiro, fechando a torneira enquanto se ensaboa.

- Quem tem máquina de lavar (roupa ou louça) deve usar o apetrecho apenas com a capacidade máxima preenchida. O ferro de passar também consome mais energia do que o desejável. Por isso, regule sua temperatura conforme o tecido da roupa. Roupas delicadas, por exemplo, precisam de menos calor para desamassar.

- Geladeiras e freezers consomem cerca de 30% de toda a energia necessária para o “funcionamento” de uma casa. Na hora de comprar o eletrodoméstico, preste atenção ao selo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), que indica os aparelhos mais econômicos. Ao instalar, evite a proximidade com fontes de calor, como fogões, aquecedores e áreas expostas ao sol. Lembre-se ainda de evitar abrir o eletrodoméstico a toda hora, o que faz com que o consumo de energia aumente.

Não desperdice água

Apenas 3% de toda a água do planeta é própria para o consumo. Desse total, só um terço é acessível. Saiba o que você pode fazer para evitar o desperdício:

- Fique atento a possíveis vazamentos. Uma torneira que pinga o dia inteiro desperdiça 46 litros de água por dia. Inspecione o vaso sanitário e cheque o medidor para identificar fontes escondidas de vazamento, como canos furados.

- Feche as torneiras ao lavar louça, escovar os dentes, lavar as mãos e ensaboar-se durante o banho. Instale torneiras com aeradores (“peneirinhas” ou “telinhas” na saída da água). Elas dão a impressão de maior vazão, mas o efeito é justamente o contrário. E tome banhos rápidos. A cada minuto de chuveiro a menos, você pode economizar até seis litros de água.

- Aproveite a água descartada no enxágue da máquina de lavar roupa para lavar o chão; e substitua a mangueira pela dupla esponja + balde para lavar o carro.

Prefira o transporte público

Por mais precário que seja o sistema de transporte público, quando possível, prefira se deslocar de ônibus, metrô e afins. Quanto mais carros na rua, mais poluído fica o ar. Sempre que puder, pegue carona com amigos ou colegas de trabalho – e dê carona também. É mais econômico e divertido. Se der para se deslocar a pé ou de bicicleta, melhor ainda: você aproveita o exercício.

E se ainda assim não der para evitar o carro, cuide para que ele seja o menos poluente possível: faça revisões periódicas, mantenha os pneus sempre calibrados e, quando parar por mais de dois minutos, desligue o motor. Ao comprar um automóvel, prefira os modelos Flex, pois o álcool é mais econômico e menos poluente.

 

 


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