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Via Láctea colidirá com Andrômeda em 4 bilhões de anos


Esta ilustração mostra a rota de colisão entre a Via Láctea
e nossa vizinha Andrômeda. A galáxia do Triângulo também
poderá se envolver na trombada.
[Imagem: NASA/ESA/A. Feild/R. van der Marel/STScI]

De acordo com uma notícia divulgada pela NASA, a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda se encontram em rota de colisão. Mas não se preocupe, pois as estimativas prevêem que o choque galáctico deverá ocorrer apenas dentro de 4 bilhões de anos.

Baseados em observações realizadas pelo telescópio espacial Hubble, os astrônomos calculam que a galáxia de Andrômeda acertará a Via Láctea em cheio, unindo as duas e posicionando o nosso sistema solar em uma localização diferente no universo, provavelmente nos “subúrbios” dessa nova formação.

O choque deve ocorrer a aproximadamente 2 milhões de quilômetros por hora e, segundo os dados enviados pelo Hubble, a única chance de que a colisão não ocorra seria se Andrômeda estivesse se movendo lateralmente seis vezes mais depressa do que agora.

Via Landrômeda

Um impacto dessa magnitude, embora venha a modificar completamente a visão noturna que temos hoje das estrelas no céu, provavelmente não afetaria o Sol e a Terra. De acordo com os astrônomos, os dois corpos têm grandes chances de saírem ilesos desse acidente, graças ao vasto vazio presente em ambas as galáxias.

A Via Láctea e a galáxia de Andrômeda apresentam aproximadamente o mesmo tamanho e idade — 10 bilhões de anos —, sendo, inclusive, consideradas como gêmeas por alguns.
 

Previsão astronômica

Astrônomos da NASA afirmaram "poder agora prever com certeza" o evento cósmico mais significativo desta parte do Universo.

E isso vai incluir não apenas a Terra, mas o Sistema Solar e toda a nossa galáxia.

Dentro de "exatamente 4 bilhões de anos", a Via Láctea se chocará com a nossa galáxia vizinha, Andrômeda.

"Nossos resultados são estatisticamente consistentes com uma colisão frontal entre a galáxia de Andrômeda e a Via Láctea," garante Roeland van der Marel, da equipe do telescópio Hubble.

Após a trombada galáctica, em mais dois bilhões de anos uma nova galáxia se estabilizará com os resquícios das duas.

Não será o fim do mundo

Embora, segundo os astrônomos, nosso Sol seja arremessado para algum lugar da nova supergaláxia, "nossa Terra e o Sistema Solar não correm perigo de serem destruídos".

Isto porque, no meio das galáxias, as estrelas ficam tão longe umas das outras que é muito improvável a colisão direta.

As simulações mostram que nosso Sol ficará muito mais distante do centro da nova galáxia do que está hoje do centro da Via Láctea.

O problema é que, somando os 4 bilhões até a trombada galáctica, mais os 2 bilhões para a estabilização da nova supergaláxia, supera-se o tempo de vida esperado do Sol - as previsões afirmam que ele deverá se transformar em uma gigante vermelha entre 5 e 6,5 bilhões de anos, engolindo Mercúrio e Vênus e tostando totalmente a Terra.

Atualmente Andrômeda está a 2,5 milhões de anos-luz, mas o curso de colisão parece certo.

 

 

 


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