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Você, é um Inteligente Criativo ou um Criativo Inteligente?

 
É muito frequente a criatividade e a inteligência se confundirem, substituindo-se mutuamente, porém são construtos diferentes.

Desde muito cedo a inteligência e a criatividade se confundiram, visto que envolvem processos cognitivos elementares muito semelhantes. Ainda hoje a inteligência e a criatividade são confundidas, porém existem investigadores que demonstram as diferenças.

Os testes de Inteligência não possuem correlação direta com os testes de criatividade. Isto só por si, em termos teóricos e psicométricos pode demostrar a independência, contudo investigadores defendem como são constituídos por processos cognitivos semelhantes, têm de ser semelhantes.

Quer a inteligência, quer a criatividade são conceitos complexos e de difícil definição. Mas pode-se fazer uma distinção clara entre a inteligência e a criatividade:

A inteligência é a capacidade de organizar as informações, fazer comparações, formular conceitos, planear, compreender ideias e linguagens. A esta se deve a capacidade incrível de aprender com a experiência, nossa e dos outros.

A criatividade é o processo que resulta um “produto novo”, uma nova ideia. Ser criativo implica romper padrões de pensamento, implica sensibilidade a lacunas de conhecimento. Esta implica uma solução “nova”.

Enquanto a inteligência pondera quais dos caminhos conhecidos será o mais eficiente para o destino, relacionando e equacionando todos os elementos existentes. A criatividade cria um novo caminho ou uma combinação nova dos caminhos já existentes.

Os nossos antepassados na pré-historia aquecendo-se com peles de animais. Enquanto a inteligência tinha por objetivo construir o “casaco” e o abrigo perfeito. A criatividade inventou o fogo.

Como é óbvio na resolução de um problema ambos os processos interferem e são igualmente importantes. Nesse sentido são semelhantes, fazendo parte de um único momento.

Einstein já os relacionava: A criatividade é a Inteligência, divertindo-se.

Investigadores defendem que a educação atual pode fazer indivíduos muito inteligentes porém pouco criativos. Já que na maioria dos casos a educação visa, reponde-mos dentro do “formato” esperado e previamente construído. Uma resposta completamente nova é repudiada, ignorada e posta em causa. Tal como aconteceu com muitas das novas ideias.

A evolução tecnológica deve-se quer à inteligência, quer à criatividade. Mas enquanto a inteligência é responsável por progressos graduais, a criatividade é responsável por saltos na evolução. Neste aspeto como se a inteligência se focasse essencialmente no aperfeiçoamento e melhoramento das ideias que já existem, enquanto a criatividade centra-se em criar novas ideias. No entanto muitas vezes é possível aperfeiçoar ideias já existentes, substituindo as ideias adjacentes por novas.

A criatividade foi responsável pelo telemóvel, uma necessidade que atualmente dificilmente abdicamos. O telemóvel veio reformular muitos dos nossos conceitos e formas de interpretar a realidade. Já a inteligência é responsável por aperfeiçoar a tecnologia, progressiva e gradualmente.

Todos os profissionais têm de passar por problemas e nesse momento, ambos os processos são necessários. Dependendo da atividade e do problema é mais utilizado um processo que outro.

Visto a inteligência ser mais fácil “educada” e mais consistente, na educação atual é mais valorizada. Enquanto a criatividade é algo mais espontâneo e inconsistente, porém existem formas de educar e otimizar este processo, mas são negligenciadas e inibidas.

 

 

 


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