Página Inicial » Vida a Dois


     

|02|

 
A comunicação entre homem e mulher no século 21
  

Homens e mulheres comunicam-se de maneiras diferentes.

Os homens dividem problemas para encontrar uma solução. As mulheres dividem problemas para estreitar laços, simplesmente para compartilhar, enviar ou receber empatia, compaixão.

É muito comum uma mulher vir falar com um homem sobre um problema qualquer e de bate pronto o homem responde: “ah, isso é simples, basta você..” ou então “E você está preocupada com isso? Do que vai adiantar” e ainda “por que você não tenta…”. Pronto, está armada a confusão.


O homem vai achar que fez sua parte dando a solução e a mulher vai achar que ele não deu a mínima pois “só” deu a solução e nem se preocupou com ela.

É muito comum um homem dividir um problema com uma mulher e ela ficar apenas se lamentando com ele “puxa, que droga né?”, “nossa! Eu imagino o que você está sentindo…” e o clássico “ai que chato isso! E como você tá?”.

Megahiperultradica nº 39: Se você é homem, antes de propor uma solução para algum problema que uma mulher divida com você, interesse-se por ela, seus sentimentos em relação ao problema, a emoção que está sentindo e tenha compaixão, ou seja, sinta junto com ela.

Ao invés de dizer o que fazer, pergunte o que ela acha que deve ser feito. E concorde. Sempre. (sim, sempre) Passado este momento das preliminares (elas adoram preliminares) ai você estará seguro para lançar um “e se a gente…”

Frases que funcionam:

“Não acreditoooo” (com o “o” estendido em sinal de preocupação)

“Nossa, que horrivel!” (por mais boba que possa parecer a questão)

“Eu imagino o que você está sentindo, é chato né? (Espere a resposta. E balance a cabeça em consentimento)

“Ai, eu não queria estar na sua pele e agora?” (se quiser começar a se incluir na conversa bote um “o que a gente faz?”)

Quando for fazer um acompanhamento do problema preocupe-se primeiro com ela “Como você está?”, “Melhorou?”, “tá menos tristinha” (que se for dito “tistinha” com um bico no final traz melhores resultados)

Megahiperultradica nº 40: Se você é mulher e um homem divide um problema com você, ele está tentando encontrar uma solução, está pedindo para que você ofereça alternativas e/ou pense junto com ele no problema. “ele” é problema dele, ele só quer a solução. Depois, talvez, ele divida os sentimentos com você.

Se ele não o fizer, isso não significa que não goste de você, que não se importe com você ou que não queira fortalecer os laços de relacionamento.

Ele já fez tudo isso ao abrir pra você que ele tem um problema. É o equivalente a pedir informações no trânsito. É só em último caso. Afinal eles sabem se virar.

Frases que funcionam:

Qualquer uma que venha acompanhada de pelo menos uma tentativa de solução do problema. Podem ser sugestões, pessoas que possam ajudar, planos B ou até mesmo uma outra persectiva do problema.

(Depois , se ele se abrir sobre os sentimentos aí você dá o bote e pratica a compaixão)


Pode ser que você não acredite em uma palavra do que escrevi até agora. Peço-lhes que experimentem e vejam os resultados por si só.


Mulheres jovens se comunicam mais com sexo oposto do que homens, diz estudo


Mulheres em idade reprodutiva passam mais tempo se comunicando com o sexo oposto do que os homens, um comportamento que muda à medida que envelhecem, quando elas voltam sua atenção para as mais jovens, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira, baseado no rastreamento de mais de três milhões de telefonemas e mensagens de SMS.

As descobertas sustentam a teoria evolucionária sobe o papel da mulher na sobrevivência dos genes, segundo a pesquisa feita por cientistas de Grã-Bretanha, Finlândia, Estados Unidos e Hungria.

Os cientistas rastrearam a origem e o destino de telefonemas celulares e mensagens de texto entre 3,2 milhões de pessoas durante sete meses.

Segundo a pesquisa, publicada no periódico Scientific Reports, a rede mutável de contatos revelou como as estratégias sociais de homens e mulheres mudam com o tempo.

O estudo "sugere que a estrutura íntima das redes sociais humanas é muito mais impulsionada pelos interesses femininos do que pelos masculinos", explicou Robin Dunbar, do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford.

"Os homens são mais casuais em seus relacionamentos sociais, enquanto as mulheres conhecem quais são seus objetivos sociais e vão atrás deles", acrescentou.

Segundo os cientistas, as mulheres passam mais tempo se comunicando com o sexo oposto quando estão em idade reprodutiva. Após os 45 anos, elas tendem a voltar sua atenção para mulheres bem mais jovens, supostamente uma filha, enquanto seu foco se volta para os netos.

Os contatos frequentes da maioria dos homens acompanhou o da esposa ou namorada durante toda a sua vida, embora eles tenham telefonado menos do que suas mulheres.

O co-autor do estudo, Kimmo Kaski, da Universidade Aalto, na Finlândia, afirmou à AFP que talvez os resultados fossem "algo óbvio", mas ressaltou que esta é a pimeira evidência extraída de dados reais.

Ao realizar o estudo, os cientistas sabiam apenas a idade e o gênero dos indivíduos, a duração de seus telefonemas e o número de mensagens enviadas, além dos códigos postais.

As informações foram fornecidas por uma companhia telefônica não identificada de um país europeu. As identidades das pessoas e outros dados foram preservados.


O travado e a atirada


A boa cabeça quer democracia entre os gêneros, mas o tesão não é democrático.

– Sou travado, tímido, não sei seduzir. Na hora de chegar, tenho vontade de sair correndo.
– Sou atirada pra me defender. Se for romântica, eu me fodo.
As duas frases, uma de um amigo e outra da amiga de uma amiga, resumem algo que você talvez já tenha percebido: os homens estão encolhidos, as mulheres estão tomando a iniciativa e uns e outras batem cabeça.
Nada contra a iniciativa feminina do ponto de vista dos tantos espaços públicos e privados que as mulheres têm conquistado nas últimas décadas. Muito pelo contrário. Viva elas!
Nenhum reparo também quanto aos homens enfiarem no saco a viola do velho machismo estilo aiatolá que não tolera crítica ou mudança. Abaixo a Idade Média!
Quando falo em bater cabeça, falo de tesão.
O negócio duro, a calcinha molhada.
Você é uma fêmea. O que te molha?
Um travado como o meu amigo da primeira frase, que não sabe nem o que fazer com as mãos, ou um arlequim com pegada, que te agarre de jeito e te submeta à tua vontade de ser submetida? Prestenção: não tou dizendo que gentileza não conta nem que pegada é sinônimo de grosseria. Falo de energia, de algo decidido pelo corpo e não pelo pensamento. (Procês verem, 97% das entrevistadas numa recente pesquisa sobre o comportamento sexual das brasileiras afirmaram que o que mais as excita é, abre aspas, uma boa pegada, fecha aspas).
Você é um macho. O que te faz ficar com o negócio duro?
A atirada da segunda frase, que deixa de ser quem é pra virar uma caricatura oferecida, ou uma mulher que te põe doidinho porque permite que você dê as cartas que ela escolheu? Outra vez falo de sensação, não de estratégia. Ela escolher as cartas não significa que você é um banana.
O problema (ou a solução) é que a resposta da cabeça não coincide com a do tesão.
A boa cabeça quer democracia entre os gêneros, mas o tesão não é democrático. O tesão delas é yin e se molha com machos pegadores, mesmo que cavalheiros. O tesão deles é yang e endurece com fêmeas que sabem deixar-se conquistar, ainda que eventualmente mordam.
Nestes tempos de homens encolhidos e mulheres tomando a iniciativa, uns e outras batem cocuruto porque o yin e o yang trocaram de lugar.
Na cama o politicamente correto corta o barato de ambos.
Não fosse assim meu amigo deixaria de fugir porque ela se atira e a amiga da minha amiga deixaria de se atirar porque ele foge.
Pergunto não pra sua cabeça, mas pro seu tesão: tou errado?

 

 


Conheça os Cursos On-Line
Portal do Conhecimento