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A relação das Sequóias com a Data do Dilúvio
Dorothy E.Kreiss Robbins

A Ciência Bíblica e anti bíblica, reconhece que houve um período de tempo no passado distante, quando a terra era estéril. Quanto tempo atrás e quanto tempo durou, é uma questão de conjecturas... a não ser que aceitemos o registro Bíblico. Mas, lá na Califórnia, no extremo oeste, temos belos monumentos do passado: as sequóias, monumentos que eram plantinhas quando Noé foi sepultado; arvorezinhas quando a torre da Babilônia foi abandonada; robustas e gigantescas quando Davi matou o seu gigante. E quando a árvore sobre a qual Cristo foi pendurado perdeu a sua vida, ali nas praias e nas encostas das montanhas da Califórnia, aquelas mesmas sequóias "levantavam seus braços folhosos para orar". Elas continuam ali, aquelas sequóias da Califórnia, Sequóia sempervirens e Sequoiadendron giganteum.

    A história da vida da sequóia gigante, a mais antiga das sequóias da Califórnia, apresenta algumas questões fascinantes que a ciência até agora não foi capaz de responder. Eis algumas delas:

  • Exatamente quantos anos têm de existência ?

  • Por que não encontramos espécimes vivos mais antigos do que aproximadamente 3.200 anos ?

  • Porque se limitam às montanhas da Califórnia ?

    Quando examinamos as obras de eminentes dendrocronologistas, descobrimos que o período de vida da sequóia gigante é de mais de 3.200 anos... com muitas autoridades calculando que sua idade é muito maior. Richard J. Hartesvelt diz: "Atualmente (1975), 3.200 anos de idade é a estimativa mais antiga. A estimativa foi feita por A. E. Douglass, o conhecido dendrocronologista, antes de 1.920. Alguns defendem dados muito mais antigos para a idade, e autores recentes reivindicam que um espécime teria 6.000 anos".¹ Em um parágrafo anterior ele havia dito: "Schmeckbier ( 1.912 ) declara que as sequóias nunca falharam em acrescentar um anel anual, uma declaração mais tarde refutada por Gillette ( 1.930 ) que encontrou falhas de anéis em grandes espécimes. Não obstante, a determinação da idade pela contagem dos aneis continua sendo mais exata do que qualquer outro método conhecido para a sequóia gigante ".2 Além de um antigo pinheiro cone-de-cerda, podemos dizer que a sequóia gigante, encontrada apenas na Sierra Nevada da Califórnia, É UMA DAS COISAS MAIS ANTIGAS DA TERRA!

    A longevidade da sequóia gigante se atribui a diversos fatores; é muito resistente aos insetos, a enfermidades e ao fogo. E. F. Clements disse, num panfleto intitulado "Sequóias da Califórnia", o seguinte: "...cicatrizes evidenciam incêndios antigos da floresta, mas as árvores chegaram à maturidade ".3 Sua resistência ao fogo se deve a diversos fatores: a casca é "maciça e espessa, mais do que em qualquer árvore da terra, de 24 a 31 polegadas de espessura",4 um pobre condutor de calor, como o asbesto, e contém pouca quantidade de resina. A madeira também é de uma qualidade macia e esponjosa que absorve água facilmente.

    "As árvores, disse Asa Grau, em seu famoso ensaio sobre Longevidade das Árvores, "sobrevivem muito a todas as coisas vivas. Elas nunca morrem de velhice, mas apenas de ferimentos ou enfermidades, ou resumindo de acidentes. Se não forem destruídas por acidente, isto é, por causas extrínsecas, não morrem finalmente como nós, de idade avançada. Comumente se pensa que elas ficam totalmente expostas ao destino inevitável de todas as coisas... Mas árvore é um conglomerado de muitos indivíduos unidos em um tronco comum e porque esse conglomerado, a árvore, não duraria indefinidamente?"5

    Se não houver nada "extrínseco" que possa destruir as árvores e, se sequóia gigante é extremamente a insetos, enfermidades e fogo, porque não existem sequóias gigantes mais velhas que 3.200 anos (usando uma idade mais autentica e conservadora) ? Sabemos, através dos fósseis, que elas existiram muito antes disso... durante o período quando os animais "pré-históricos" viveram. "A picareta do caçador de fósseis desenterrou remanescentes de folhas de fósseis de sequóia e seus cones em camadas triássicas. Esse período representa o despertar da vida dos répteis... Por isso a sequóia, como espécie pode ser considerada fabulosamente antiga".6 O que poderia ter acontecido a 3.200 anos atrás que pudesse ser responsabilizado pela descontinuidade da sequóia gigante? Ouça a versão de um evolucionista: "... poucos dramas da terra que a ciência tem restaurado são mais belos do que a limitação da sequóia exclusivamente as montanhas da Califórnia. O registro das rochas logo depois das grandes Era dos Répteis conta a uma história totalmente diferente. Com espantosa desconexão, toda a rica diversidade de vida dos répteis aparentemente cessou... Um aspecto tão extraordinário deveria exigir uma explicação fora do comum. Causas de natureza cataclísmica violenta são apresentadas como interpretações válidas.Mas a ciência se recusa a tomar conhecimento de calamidades universais e as considera apócrifas porque são demasiadamente anormais."7 Eis aí. Há milhares de anos passados "...a sequóia era um dos principais enfeites da vegetação da terra durante o período miocênico. Suas florestas deveriam ser a coisa mais impressionante que a terra já conheceu... Sob as larvas do monte Shasta encontramos impressões de suas folhas e cones. É evidência indubitável de que a sequóia já existia na Califórnia naquele período."8 Então "uma terrível solidão dominava este universo".9 E, durante algum tempo, as três espécies comuns de sequóias deixaram deixaram de crescer tão extensamente como antes. Por que? Será que realmente ocorreu uma "calamidade universal"? Talvez uma compreensão dos hábitos de reprodução e de crescimento da sequóia gigante possa contar-nos algo que lance luz sobre esse mistério.

    De acordo com Ellsworth, a gigantesca sequóia só se reproduz através de sementes. Elas estão contidas em cones pequenos do tamanho de um ovo com 30 a 40 escamas lenhosas, compactadamente apertadas, persistentes. Esses cones amadurecem no prazo de dois anos. As sementes, mais de 30 em cada cone, são do tamanho de uma semente de aveia, com uma membrana protetora em forma de disco. Os cones permanecem verdes e fechados até que sequem e, então, abrem-se, e podem permanecer presos a árvore, verdes crescendo por 21 anos. Elas não disseminam as sementes enquanto estão presos a árvore. Mesmo árvores seriamente danificadas continuam produzindo cones. A fim de germinar, a semente precisa ser enterrada em solo mineral úmido, em locais como veios rochosos, encostas íngremes e fissuras, com pouca nessecidade de nutrientes. Contudo, precisam de muito sol. A descoberta seguinte é muito pertinente ao nosso estudo: sabe-se de sementes que forma levadas por enchentes. "Talvez o mais conhecido e o mais tradicional arvoredo seja ao longo d bifurcação meridional do Rio Kaweah, abaixo do bosque Garfield. Uma dúzia de sequóias se alinham a margem do rio... A altitude é a mais baixa conhecida no mundo, para um bosque de sequóias gigantes naturalmente semeadas. Uma perfuração indica que essas árvores foram semeadas em meados de 1880, quando uma enchente torrencial também levou imensos troncos de sequóias através da cidade de Visalia cerca de 64 Km a oeste do vale de São Joaquim."10

    O brotinho solta uma raiz de 10 a 13 cm de comprimento que pode penetrar de 25 a 28 cm por ano na terra. "No estágio seguinte, o sistema de raízes se espalha lateralmente e a raiz inicial desaparece". Em árvores adultas, o sistema de raízes pode espalhar-se até 381 metros de distância da árvore, embora o raio médio seja de 102 a 127 cm. "A pouca profundidade das raízes de uma árvore tão grande surpreende quase todos os visitantes do parque. Como essas árvores permanecem em pé sem um sistema de raízes sustentadoras mais profundo?... As árvores, ao que parece, precisariam ser muito bem distribuídas para manter o seu equilibrio... Mas a quantidade de sustentáculos é surpreendente".11 O sistema de raízes não é apenas pouco profundo... As raízes chupam umidade como esponjas, segundo John Muir.
 

Resumindo, descobrimos:

    Por algum motivo desconhecido, as sequóias gigantes só podem ser encontradas há 3.200 anos, com espécimes em registros recentes. Mas esta espécie é encontrada abundantemente nos registros fósseis, numa grande extensão de superfície terrestre.

    Seu desaparecimento não é provavelmente devido a enfermidades, infestação de insetos ou fogo, uma vez que são muito resistentes a eles. ( Observação: um incêndio suficientemente grande para destruir todas as árvores, também deveria Ter sido suficientemente grande para destruir suas sementes; é o que parece! ). Outra catástrofe que poderia explicar a súbita descontinuidade das árvores e dos dinossauros... e dos pterodáctilos... e dos homens... é uma enchente poderosa.

    A história da semente de uma sequóia gigante do cone, até a mudinha indica que:

  • Os cones poderiam sobreviver ao dilúvio por 21 anos. O dilúvio de Noé durou apenas 371 a 376 dias.

  • Enchentes têm sido comprovadamente instrumentais na disseminação de sementes. O dilúvio mundial de Noé finalmente recuou, aproximando-se então às condições de uma enchente local.

  • O desenvolvimento das arvorezinhas utiliza aluviões pouco profundos para germinar, soltando uma raiz temporária até desenvolver um sistema de raiz pouco profundo, mas amplo. Isso tornaria o desenvolvimento da árvore adulta mais fácil nas condições após o dilúvio.

  • Embora capaz de viver indefinidamente, a idade mais avançada da sequóia gigante é cerca de 4.000 anos, indicado seu reaparecimento na terra cerca de 2.000 anos a.C., exatamente na época em que a maior autoridade histórica, a Bíblia, o coloca.

Concluíndo parece que a história e os hábitos de desenvolvimento da sequóia gigante se encaixam bem na história do dilúvio, assim:
 

DILÚVIO

Destruiu todas as coisas vivas; 

Durou aproximadamente um ano; 

Recuou deixando um aluvião e outras condições para a germinação; 

Houve, sem dúvida, frinchas e encostas de montanhas com depósitos pouco profundos; 

Quando o dilúvio de Noé recuou, talvez semeasse a sequóia exatamente como em 1880; 

Ocorreu cerca de 2.000 anos a.C.

SEQUÓIA GIGANTE

Descoberta extensa de fósseis anteriores a 2.000 anos a.C.; 

Os cones podem permanecer na árvore por cerca de 21 anos; 

As sementes precisavam exatamente o tipo de solo que o Dilúvio deixou; 

Sequóias crescem principalmente sobre solo com resíduo de granito aluviões, sobre basalto metamorfoseado, sobre solo derivado de rocha xistosa; 

A área do Rio Kaweah e ao longo do afluente de Rattlesnake Creek encontramos o que foi espalhado pela enchente; 

Começou a crescer há mais ou menos 4.000 anos atrás.

    Será que Deus nos deu na sequóia gigante um cronômetro pelo qual podemos calcular quando ocorreu o Dilúvio ? O que poderíamos descobrir através de uma investigação mais minuciosa na história da sequóia gigante de Sierra Nevada ? Falando de outra espécie de árvore, nosso Deus disse uma vez: "Acaso não ouviste que já há muito dispus eu estas cousas, já desde os dias remotos o tinha planejado?." (2 Reis 19:25).
 

Referências

1. Richard J. Hartesveldt, join author, The Giant Sequoia of the Sierra Nevadas (A Sequóia Gigante de Sierra Nevada), Washington, D.C., 20240, The National Park Service, 1975, p.58. Muitas autoridades acreditam que alguns pinhos cerda-de-porco são pouco mais velhos que as sequóias mais idosas.
2. Ibid.
3. E.F. Clements, Califórnia Redwoods, 85 Bluxome St., San Francisco, Califórnia, A Mike Roberts Color Production, Berkeley, Califórnia, 94710, 1972.
4.Hartesveldt, p.40.
5. Asa Gray, Longevity of Trees, quoted in Rodney Sydes Ellsworth, The Giant Sequoia (Longevidade das Árvores, citado por Rodney Sydes Ellsworth, A Sequóia Gigante), pp.94-95; American Journal of Science (Jornal Americano de Ciência) series, vol.17, 1846-1870, reprint 1857 (pp. 440-443).
 

 


 


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