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Terra sofrerá resfriamento abrupto em alguns milênios, diz estudo      

da Agência Lusa, em Madri (Espanha)

Enquanto cientistas do mundo todo se preocupam com os prováveis efeitos do aquecimento global, que deve derreter o Ártico ainda neste século, estudo do Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha publicado na revista "Science" dispara: o planeta Terra vai enfrentar "em poucos milhares de anos" um resfriamento abrupto, capaz de provocar uma nova era glacial que durará entre mil e dois mil anos.

Trata-se do primeiro estudo que analisa e compara a evolução do clima durante os últimos 250 mil anos, já que até agora as investigações apenas tinham analisado os últimos 120 mil.

Até agora, acreditava-se que as alterações climáticas abruptas eram próprias de períodos glaciais, mas o estudo coordenado por Joan Grimalt aponta para que essas modificações ocorram "especialmente e de forma mais intensa" nas fases entre glaciações, como a que a Terra vive atualmente.

A pesquisa registrou quedas de cerca de 10 graus centígrados na temperatura do mar nos períodos interglaciais. Estas quedas da temperatura do mar equivalem a uma oscilação de 30 graus centígrados na temperatura atmosférica, o que, segundo os investigadores, provocou alterações "muito significativas" em toda a vegetação do continente europeu.

Efeito estufa

Mas a este comportamento natural do clima, somam-se os efeitos produzidos pela influência humana nos últimos 150 anos, consideram os responsáveis pelo estudo.

Por isso, os pesquisadores avaliam que o aquecimento global provocado pela atividade humana, sobretudo com a emissão de gases-estufa, poderá "acelerar" o resfriamento brusco do planeta.

O "amortecedor" natural do clima que existia na Terra graças às correntes de água --que arrefecem e aquecem em circuito equilibrado-- vai se desestabilizar, o que pode acelerar uma era glacial.

Se esse mecanismo "amortecedor" deixar de funcionar, devido a uma alteração das correntes marítimas por causa do degelo, as condições do clima tornam-se mais duras, apesar de isto nunca ocorrer "de um dia para o outro".

Apesar de ser um processo de "poucos milhares de anos", os cientistas avisam que ele já começou. Grimalt explica que nos últimos 200 anos se colocou na atmosfera a mesma quantidade de dióxido de carbono que nos 2.000 anos anteriores.

 

 

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