Página Inicial » Carreira Pessoal




|03|
 


A importância da inteligência emocional

Muitas pessoas associam o fator Inteligência Emocional a livros de auto-ajuda que trazem fórmulas, pouco eficazes, de sucesso profissional e pessoal. Porém, engana-se quem acredita que a competência técnica é a única chave de uma carreira bem sucedida. Pesquisas revelam que 87% das demissões estão relacionadas à falta de competências emocionais, ou seja, a um baixo nível de Inteligência Emocional dos profissionais.

A Inteligência Emocional, como conceituou Daniel Goleman no livro Inteligência Emocional, é a capacidade de lidar com as próprias emoções e com as emoções dos outros e a partir disso contribuir de forma essencial para o seu desenvolvimento humano e da inteligência.

Trazendo este conceito pra o universo profissional, entende-se que pessoas com um alto grau de inteligência emocional estão mais bem preparadas para enfrentar as dificuldades do mundo corporativo. “È muito comum vermos pessoas brilhantes do ponto de vista técnico e do conhecimento em sua área, mas que por dificuldades de expressão, de relacionamento com os colegas, com o chefe, com os próprios clientes, acabam não deslanchando em termos de carreira”.

Ser inteligente emocionalmente envolve um conjunto de atributos como autoconhecimento, automotivação, autocontrole, empatia, sociabilidade, flexibilidade, assertividade entre outros. Tais características são extremamente valorizadas dentro do mercado de trabalho, pois a maioria das situações de trabalho envolve relacionamentos interpessoais, logo, pessoas com essas qualidades têm maiores chances de obter o sucesso na carreira.

Canalizar emoções, controlar impulsos e persistir diante de frustrações são elementos que também fazem parte das competências de um profissional com elevado grau de Inteligência Emocional. A ausência destas qualidades compromete não só a atuação do profissional como também o bom funcionamento das equipes de trabalho e a produtividade.

Goleman atribui esses problemas, em seu livro, ao fato de algumas pessoas não conseguirem exercer controle sobre a vida emocional e assim acabam travando batalhas internas que sabotam sua capacidade de se concentrar no trabalho e pensar com clareza.
A Inteligência Emocional não é uma característica que nasce com a pessoa. Cabe aos indivíduos, por meio de persistência e esforço, desenvolver essas habilidades. “Tais atributos não são natos, são adquiridos e frutos da aprendizagem social, assim sendo, podemos desenvolvê-los de diferentes formas”, aconselha Denize. Para isso, a consultora ressalta algumas condutas que podem auxiliar o profissional que busca aprimorar sua Inteligência Emocional:

· reflexão e autocrítica;
 
· aprendizagem com os erros e experiências anteriores;
 
· observar e enfrentar as situações tanto de fracasso quanto de sucesso;
 
· fazer cursos, ler e assistir a filmes voltados para esta área;
 
· convívio com as pessoas, pois quanto mais aprendemos a olhar para dentro de nós mesmo e para os outros, mas nos desenvolvemos emocionalmente.

Os fatores que compõem a Inteligência Emocional aliados ao conhecimento técnico fazem do indivíduo um profissional completo. Nunca é tarde para desenvolver essas competências, não só na área profissional como nos outros setores da vida. De acordo com o livro de Goleman, a crise que a humanidade vive hoje, com aumento da criminalidade, violência e infelicidade é o reflexo de uma cultura que se preocupou apenas com o intelecto, esquecendo o lado emocional da pessoa.

O mundo corporativo carrega a máxima de que os profissionais são contratados, geralmente, por seus conhecimentos técnicos, mas demitidos por problemas comportamentais. Muitas vezes, a falta de sensibilidade de se relacionar com os outros e não saber lidar com situações de desconforto prejudicam a imagem e o desempenho do indivíduo. Neste contexto, o desenvolvimento da inteligência emocional no trabalho pode ser um grande aliado.

A inteligência emocional é a capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos. A partir desta definição, é possível entender porque as pessoas devem saber lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações em prol do êxito nas atividades. Esta competência, que cada vez mais tem o papel de diferenciar os profissionais, permite desenvolver um ambiente harmonioso e, ao mesmo tempo, ser produtivo em ideias e resultados.

O ser humano, por sua natureza, tem predisposição a realizar ações em cima de suas emoções e a IE está ligada a ser uma pessoa prudente, intuitiva e racional. Ela faz parte de um equilíbrio e diante de ações, permite ser sensato e buscar a melhor solução. As prerrogativas de ter a inteligência emocional bem equilibrada é a sabedoria nas tomadas de decisão, ter a tranquilidade e discernimento para buscar as melhores estratégias.

Saber agir emocionalmente com inteligência pode trazer diversas vantagens no dia a dia e na carreira. Rápidas promoções, trazer resultados efetivos para a equipe e para a empresa, ampliação da rede de relacionamentos e aprendizado com maior facilidade são alguns dos benefícios quando o profissional desenvolve esta competência. “Quando o profissional se encontra balanceado, consegue ver as ‘coisas de cima’ e se torna visionário porque sabe negociar, desenvolve aguçada intuição e escuta mais seus líderes e pares”, caso esta competência não seja bem trabalhada, o profissional acaba não aplicando a melhor solução, pois as emoções têm o poder de influenciar raciocínios. “Isso acarreta a perda de pessoas nas corporações e grandes prejuízos financeiros”.


Carreira

A experiência na profissão tem pouca relação com o domínio da competência. O tempo e maturidade ajudam a desenvolver certas habilidades com maior precisão, mas não significa que alguém com mais idade tenha a inteligência emocional mais desenvolvida do que um jovem profissional, pois isto depende também de fatores sociais. “A chamada Geração Y é tida como a mais ativa dentre o meio empresarial e possui um poder de iniciativa muito alto. Entretanto, a inteligência emocional deve ser desenvolvida entre todas as camadas de idade das organizações”. Para ele, as empresas valorizam profissionais que geram resultados e, para atingir metas, as pessoas são fundamentais. “As que possuem um maior equilíbrio emocional em prol de objetivos e maior produção ganham destaque no mercado”, indica.

O Recursos Humanos é o facilitador de todos os departamentos de uma organização e compete ao RH, na hora de uma avaliação ou feedback, instigar os profissionais a tomar decisões inteligentes e ações inovadoras. Hoje, em um mundo corporativo extremamente imediatista, a capacidade de influenciar positivamente outros profissionais é muito valorizado e, a partir de treinamentos, os RHs têm esse compromisso.


Áreas e situações

Por se tratar de uma competência comportamental, todos os campos de atuação requerem a inteligência emocional, mas existem ofícios e atividades da rotina que a expõem de uma forma mais latente. Pessoas com cargos de liderança, por exemplo, necessitam de muitas técnicas para agir de maneira harmoniosa no dia a dia. Assim como profissionais com muita tecnicidade, pois são muito detalhistas em suas atividades. Geralmente, os que lidam e dependem de pessoas, como, por exemplo, os da área comercial, devem usar muito a inteligência emocional, pois a partir disto conseguem conquistar clientes.

“Um bombeiro ou um policial precisam de um grande desenvolvimento na inteligência emocional, pois lidam com situações extremas. Nas corporações, cargos de liderança, principalmente, necessitam desta competência desenvolta, pois depende do próprio resultado para sobreviver no mercado, mas também precisa passar motivação para a equipe”.

Quando o profissional é colocado a prova, acaba se expondo e tendo que lidar com situações desafiadoras. Obviamente, em situações e ambientes mais cômodos, a tendência de não ter que utilizar a competência com mais afinco é maior.

 

 


Conheça os Cursos On-Line
Portal do Conhecimento