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   Tempo, senhor de todas as coisas

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Quarenta anos.
Para os jovens pode parecer a verdadeira eternidade...
Mas não é tanto tempo para quem já viu branquear as têmporas,
já aprender que perdas fazem parte da caminhada e já convive
com o chamado “outono da vida”.

                      
               Um outono, neste caso, muito sereno, com as folhas prateadas de plátanos brilhando pelo caminho de dias tranquilos, sonorizados pelo riso dos netos, aquecidos pela realização de filhos muito bem encaminhados, bastante saúde e amigos.
Talvez, então, não fosse nem sensato despertar sentimentos por tanto tempo cicatrizados, embalsamados... Pois quase quarenta anos se passaram até nos reencontrarmos ao sabor do acaso.
Dizem antigos ditados que o tempo tudo resolve, que as dores aplaca, e que, se não cura, ao menos suaviza as feridas.
                    
                    Será o destino, dono das horas e das surpresas, senhor do inesperado, o responsável também por revolver águas de poço, trazendo à tona sentimentos adormecidos?
Pois lá estávamos nós, quarenta anos depois.
A mesma praça, as mesmas árvores.
O mesmo cenário que havia sido testemunha do nosso amor.
Aquele era o palco onde tantas cenas foram descortinadas.
                     
                    Mas o destino, de mãos dadas com a insensatez e o imediatismo da meninice, havia traçado rumos distintos para nossas vidas, que seguiram seus caminhos.
Caminhos que não mais se haviam cruzados.
E esse mesmo destino quis que nos reencontrássemos.
Uma suave brisa, o canto dos pássaros, o sol gostoso do fim de
tarde, e lá estávamos nós frente a frente...
Quarenta anos depois!  Olhos nos olhos, como só sabem olhar aqueles que já amaram verdadeiramente e experimentaram a vibração de almas que se confundem por instantes...
                    
                     

  
Como um filme, toda a história de nossas vidas passava em
nossas mentes.  Era como se o mundo todo tivesse parado
e conspirasse a nosso favor. Uma fala muda, num instante
com sabor de eternidade, numa candura singular nos
envolvendo em uma maravilhosa aura de presente e futuro.

 
                     Energia que era pura vida. E era também um chamado...
Quis o destino que uma nova chance fosse lançada!
 
 

 


 

 


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