Fatos pioneiros no mundo dos automóveis

Sempre há uma primeira vez, em todos os setores alguém sai na frente.

Já passou tanto tempo da criação do primeiro carro, da primeira lei de trânsito, do primeiro retrovisor... Êpa, primeiro o quê? Bem, esse papo todo é para lembrarmos quem foi o primeiro a ser ou fazer alguma coisa que hoje é tão comum no mundo dos automóveis. Garimpamos algumas curiosidades e colocamos aqui para você.

O primeiro veículo a que podemos chamar de carro, era movido a vapor e foi inventado pelo francês Nicolas-Joseph Cugnot, em 1769. Tinha a capacidade de carregar até quatro toneladas e circulava a uma velocidade de 4km/h. No início do século XIX, já havia vários dentro do género a circular por Paris.

O primeiro automóvel do mundo movido a combustão: em 1863 o francês Étienne Lenoir diz ter adaptado um motor de combustão interna à base de gás de iluminação a um veículo, mas não há provas deste trabalho. Em 1882, Wilhelm Maybach e Gottlieb Daimler, desenvolveram vários motores para carros, na Alemanha. Em 1884 construiram o motor Standuhr , de 1 HP e 600 rpm e em 1886 fabricaram o primeiro automóvel a combustão do mundo com este motor.

O primeiro carro patenteado do mundo: em 29 de janeiro de 1886, engenheiro Carl Friedrich Benz patenteou o Triciclo. O Triciclo de Carl Benz, por ter sido patenteado é considerado o primeiro automóvel da história. Tinha um motor monocilíndrico horizontal de 580 cm3 e 0,7 cv, movido a gasolina.

O primeiro automóvel produzido em série: Em 1908, Henry Ford constrói o Ford T e sua fabricação em série iniciou-se em 1º de outubro e foram vendidas 15 milhões de unidades entre 1908 e 1927. Tinha um motor de quatro cilindros de 20 cv de potência, fazia 5,5 km/l a 9 km/l de gasolina

A primeira rodovia de concreto do mundo: fica na cidade de Detroit, a capital do automóvel. Foi construída em 1909, e hoje é conhecida por Avenida Woodward.

A primeira viagem de automóvel do mundo: foi realizada em 1903 entre as cidades de São Francisco e Nova York e levou 52 dias para ser concluída.

O primeiro automóvel no Brasil: foi um Daimler a vapor, de Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto, em 1893.

Atualmente 100 km/h é tarefa fácil para qualquer carro. Tanto que uma das formas de comparar o desempenho dos automóveis é medir o tempo que eles levam para chegar a essa velocidade banal. E tudo isso começou quando o primeiro carro quebrou essa barreira dos três dígitos. Isso aconteceu em 1899, quando um carro chamado Le Jamais Contente, construído por um cara chamado Camille Jenatzy chegou aos 106 km/h e se tornou o carro mais rápido do mundo. Depois desse recorde, houve um momento em que a marca dos 100 km/h já havia sido dominada, porém os 200 km/h ainda estavam muito distantes. Foi nessa época que os construtores começaram a comparar o desempenho não apenas pela velocidade mais alta alcançada, mas também pelo tempo que seus carros demoravam para chegar aos 100 km/h.

O primeiro acidente brasileiro de automóvel: aconteceu em 1897 e foi uma batida numa árvore. O motorista era o poeta Olavo Bilac.

O primeiro pára-choques: foi colocado num carro checo, em 1897. O carro andou 15 quilômetros até o acessório cair e não ser mais colocado.

Diversos componentes hoje presentes nos veículos tiveram uma origem em comum: a necessidade. Você sabia, por exemplo, que quem inventou a seta e o limpador do para-brisa eram mulheres? A maior parte das invenções datam da época de 1900, quando os carros ainda "engatinhavam".

O limpador do para-brisa foi criado em 1903 pela americana Mary Anderson (1866-1953), que notou a necessidade de um sistema que fizesse esse trabalho durante uma viagem para Nova York. Era inverno e ela percebeu que os motoristas precisavam rodar com as janelas dos carros abertas para verem a rua, uma vez que o para-brisa ficava sempre molhado. Ela então procurou alguém que a ajudasse a construir uma alavanca com uma lâmina de borracha, mas que pudesse ser acionada dentro do veículo. Deu certo e Mary patenteou a invenção, usada até hoje seguindo os mesmos princípios de funcionamento.

Se você tem mais de 30 anos deve se lembrar que muitos carros antes vinham apenas com retrovisor externo do lado esquerdo. Mas a invenção original do espelho para refletir os veículos que vinham atrás é atribuída, em geral, ao piloto americano Ray Harroun, que adotou a solução em uma corrida em 1911. A origem, contudo, não é unanimidade. Há quem diga que cabe ao francês Alfred Faucher em 1906, enquanto outros apontam Elmer Berger como o primeiro a patentear a ideia em 1921.

A primeira lei de trânsito: foi promulgada na Inglaterra em 1836 e chamava-se Lei da Bandeira Vermelha.

O primeiro auto-rádio: foi colocado num Ford T em maio de 1922 por um jovem americano de 18 anos, George Frost. Somente após cinco anos os rádios para carros começaram a ser produzidos em grande escala.

O primeiro semáforo do mundo: foi instalado em Boston, Estados Unidos, em 1840.

A primeira lombada eletrônica foi inventada pelos irmãos brasileiros Schause: Donald, Samuel e Walter.

A primeira e única avenida mais larga do mundo: Eixo Monumental de Brasília, que tem doze pistas, totalizando 250 metros de largura.

Embora as pessoas consigam identificar quando estão acelerando e quando estão desacelerando, perceber fisicamente a que velocidade estão rodando, especialmente em velocidade constante, é bem mais difícil. Por isso o engenheiro alemão Otto Schulze patenteou, em 1902, o velocímetro. E ele já era elétrico. A invenção inicial, porém, data de 1888, criada pelo croata Josip Belusic. Nem é preciso dizer que a solução deu certo, concordam?

De novo não temos unanimidade sobre o "pai" do câmbio automático. A invenção, em geral, é atribuída aos irmãos americanos Sturtevant em 1904. Sem condições de ser fabricada na época, a invenção voltou à tona em 1923 com a patente do canadense Alfred Horner Munro. E de novo não conseguiu ser aplicada comercialmente, até que José Braz Araripe e Fernando Iehly de Lemos desenvolveram o sistema Hydra-Matic, que foi usado pela General Motors em 1939.

Primeiro carro com ar-condicionado. Foi em 1939 que a Packard começou a oferecer o equipamento em seu One-Eighty (180). Batizado Weather Conditioner, o sistema custava US$ 279, ou quase US$ 4.800 em dinheiro de hoje. O carro saía da fábrica da Packard e era levado a uma outra linha de montagem para a instalação do equipamento. As serpentinas, tanto de refrigeração quanto de aquecimento, eram instaladas no porta-malas, com o compressor na dianteira do carro.

Primeiro carro com vidros elétricos. Foi o Packard 180 de 1955. Na verdade seu nome era Packard Custom Super Eight One-Eighty, e com um nome desses ele só poderia ser um carro de luxo. Ele tinha uma série de itens de conveniência como ar-condicionado, direção hidráulica, servo-freio, travas elétricas e, claro, vidros elétricos. Uma curiosidade é que mesmo com os motores elétricos para levantar os vidros, o Packard 180 tinha um mecanismo redundante com manivelas — provavelmente para fechar o carro em caso de pane elétrica ou bateria arriada.

Primeiro carro com travas elétricas. Acredite se quiser: o primeiro carro com travas elétricas foi lançado em 1914! Seu nome era Scripps-Booth Model C e ele foi uma das tantas tentativas de se fazer um carro de luxo no início do século passado. E como muitos carros da época, ele sequer tinha janelas, mas era equipado com partida por botão, buzina elétrica e travas elétricas para suas portinholas, que eram acionadas por um botão no painel.

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