Quem lembra deste carro?

Volkswagen SP, ficou mais conhecido na versão SP2.

Volkswagen SP

Apresentado ao público em março de 1971, durante a Feira da Indústria Alemã (evento que não existe mais), o modelo SP chamou muito a atenção do público por sua esportividade e design bastante inusitado para o mercado brasileiro, na época.

O nome “SP” é uma homenagem à cidade de São Paulo, onde os modelos foram projetados. O luxuoso acabamento, com bancos anatômicos revestidos de couro, mudaram o conceito que as pessoas tinham da Volks. Pelo preço de um SP, podia-se levar dois Fusca 1300, mas mesmo assim, o carro era ligeiramente mais barato que o esportivo da moda, o Puma GTE.

Os automóveis esportivos disponíveis na década de 70 eram o VW Karmann Guia e o Puma produzido por Rino Malzoni (empresa independente).

Com a queda das vendas do Karmann-Ghia frente ao Puma, a Volkswagen decidiu apostar no segmento esportivo e criou um novo carro.

O carro possuía uma estrutura em chapa de aço, linhas modernas e 100% projetado no Brasil.

A quantidade de instrumentos presentes no painel e no console central tinha um forte apelo visual. Além de velocímetro com hodômetro parcial, o carro vinha com conta-giros, marcador de temperatura do óleo, relógio e amperímetro.

O motor 1700 do SP (de 75 cv), com dupla carburação, fazia de 0 a 100 km/h em 17,4. O modelo vinha equipado com pneus radiais e a estabilidade era considerada boa. Freios a disco nas rodas dianteiras davam muito bem a conta do recado.

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Quem iniciou os primeiros esboços do novo Projeto X foi o departamento de estilo da Volkswagen aqui mesmo do Brasil. Nessa época, o departamento era comandado pelo lendário Márcio Piancastelli, que também foi responsável pelas linhas do VW 1600 quatro portas (que ficaria conhecido como “Zé do Caixão”), Variant II e Gol. O primeiro protótipo do SP, uma clara homenagem ao Estado de São Paulo, onde o carro foi criado e concebido, foi apresentado em uma feira de novidades industriais em 1971 na cidade de Hannover, na Alemanha, onde despertou muito interesse dos visitantes europeus. Um ano depois, em 1972, o carro foi finalmente apresentado ao consumidor brasileiro e disponibilizado para a venda nas concessionarias da marca espalhadas por todo o país.

Publicidade na época

Em sua história foram cerca de 10.205 unidades produzidas, dos quais 670 unidades foram enviadas para a Europa, encerrando assim a sua produção em 1976.

O curioso é que a marca chegou a cogitar sobre o SP3, que utilizaria a mecânica do Passat TS. Mas o carro chegaria por um preço muito alto ao nosso mercado, fato que inviabilizaria sua comercialização no volume que a Volkswagen pretendia. A concessionária VW Dacon chegou a fazer alguns protótipos com essa configuração. Mas eram trabalhosos e difíceis de serem feitos, além do preço não compensar sua comercialização. Por isso, o SP3 já nasceu morto.

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